Minas quer renegociar dívida de R$ 1,29 bi com o BNDES

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) emitiu, nesta quarta-feira (16), parecer de 1º turno favorável a um projeto do governador Fernando Pimentel; a proposta permite que o Estado renegocie operações de crédito firmadas com recursos do BNDES; o relator, deputado Tiago Ulisses (PV), enfatizou, no parecer, que serão renegociados contratos de financiamento com recursos do BNDES que totalizam R$ 1,29 bilhão; segundo o parecer, dados divulgados pelo executivo, no Portal da Transparência, mostram que o Estado amortizou R$ 123,91 milhões do valor desses contratos em 2016

André Quintão (deputado estadual PT/MG), Tiago Ulisses (deputado estadual PV/MG), Ivair Nogueira (deputado estadual PMDB/MG), Carlos Henrique (deputado estadual PRB/MG), Sargento Rodrigues (deputado estadual PDT/MG)
André Quintão (deputado estadual PT/MG), Tiago Ulisses (deputado estadual PV/MG), Ivair Nogueira (deputado estadual PMDB/MG), Carlos Henrique (deputado estadual PRB/MG), Sargento Rodrigues (deputado estadual PDT/MG) (Foto: Leonardo Lucena)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Minas 247 - A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) emitiu, nesta quarta-feira (16), parecer de 1º turno favorável ao Projeto de Lei (PL) 4.468/17. De autoria do governador, a matéria permite que o Estado renegocie operações de crédito firmadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O relator, deputado Tiago Ulisses (PV), enfatizou, no parecer, que serão renegociados contratos de financiamento com recursos do BNDES que totalizam R$ 1,29 bilhão. Ainda de acordo com o parecer, dados divulgados pelo Governo de Minas, no Portal da Transparência, mostram que o Estado amortizou R$ 123,91 milhões do valor desses contratos em 2016.

A renegociação é amparada pelo artigo 2º da Lei Complementar Federal 156, de 2016, que dispõe sobre a renegociação de dívidas dos estados com a União e com o BNDES. Esse acerto deve ocorrer até 360 dias contados da publicação da referida lei, ou seja, até 23 de dezembro de 2017.

“No curto prazo, com o acréscimo de quatro anos de carência, espera-se uma redução anual de despesas com o pagamento dessas operações ao BNDES dessa mesma ordem de grandeza”, destacou o relator.

continua após o anúncio

O dispositivo dispensa os requisitos legais para contratar operação de crédito e conceder garantia nas renegociações de empréstimos e financiamentos celebrados até 31 de dezembro de 2015 entre as instituições públicas federais e os estados, com recursos do banco. Dessa forma, por exemplo, desobriga o preenchimento das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Federal 101, de 2000).

Conselho Monetário – O Conselho Monetário Nacional já regulamentou o artigo 2º da legislação, definindo os termos das renegociações das operações de crédito, atualizados pela Resolução 4.566, de 2017.

continua após o anúncio

Isso poderá resultar no alongamento da dívida em até dez anos em relação ao prazo original do contrato, incluindo até quatro anos de carência, contado o prazo a partir da celebração dos respectivos aditivos contratuais, mantidas as demais condições financeiras pactuadas.

Parecer ressalta montante a ser renegociado

continua após o anúncio

Em seu parecer, o deputado Tiago Ulisses também disse que o projeto é de fundamental importância para o Estado, tendo em vista o contexto de busca do ajuste das contas públicas.

O parecer acrescentou ainda que essa renegociação decorre das ações judiciais impetradas pelos estados com o objetivo de se aplicarem juros simples no cálculo retroativo da taxa Selic, que passou a ser utilizada como teto dos contratos de refinanciamento da dívida dos estados com a União.

continua após o anúncio

A partir dessa demanda, foi construído um acordo entre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e os governadores, que prevê a manutenção dos juros compostos e a concessão de benefícios relativos às dívidas.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247