Militares culpam governo tucano por atentados
Os militares alagoanos disseram, durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (24), que a violência sofrida por agentes da segurança pública em Alagoas é resultado da falta de investimentos do governo do Estado na área da defesa social. As associações lamentaram os assassinatos de sete militares somente este ano.
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Alagoas247 - Os líderes das associações militares de Alagoas disseram que, enquanto o governo investe R$ 1 milhão em segurança pública, investe R$ 1,5 milhão em publicidade. “O governo tem que prestar atenção e observar se os resultados esperados estão sendo alcançados. Se não, tem que fazer mudanças. Em um time que não está bem tem que mudar”, disse o major Fragoso, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal).
“Os agentes da segurança estão sofrendo com a própria insegurança. Porque o governo não dá suporte, não oferece condições de trabalho”, disse Fragoso. Ele afirmou ainda que esteve recentemente em Brasília para uma conferência de associações militares de todo o Brasil, onde a própria secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, classificou a área da segurança pública como “desorganizada”.
O baixo efetivo é o principal problema dos órgãos de segurança pública, segundo os militares. “Atualmente, há cerca de 6,3 mil policiais militares. Esse número é 30% menor do que o número de militares que havia no Estado há 20 anos atrás, quando existiam mais de 8 mil”, afirmou o sargento Teobaldo, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos (Assmal).
Dos sete militares assassinados este ano, um era do Corpo de Bombeiros e seis eram da Polícia Militar, sendo um deles de Sergipe.
Participaram da entrevista coletiva ainda líderes da Associação de Cabos e Soldados (ACS) e da Associação das Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (Aspra).
Com gazetaweb.com
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