Metroviários de São Paulo não param nesta sexta, mas apoiam protestos

Os metroviários de São Paulo decidiram não interromper atividades nesta sexta (30), dia de atos e protestos convocado pelas centrais sindicais contra o governo, mas apoiaram ativamente os protestos; sindicatos devem participar de manifestações contra o governo Temer e mudanças na legislação previdenciária e trabalhista; em São Paulo, principal ato começa às 16h diante do Masp

20/08/2015- São Paulo- SP, Brasil- Manifestação contra o impeachment de Dilma, na avenida Paulisa, em São Paulo. Foto Paulo Pinto/Agencia PT
20/08/2015- São Paulo- SP, Brasil- Manifestação contra o impeachment de Dilma, na avenida Paulisa, em São Paulo. Foto Paulo Pinto/Agencia PT (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Rede Brasil Atual

Os metroviários de São Paulo decidiram não interromper atividades nesta sexta (30), dia de atos e protestos convocado pelas centrais sindicais contra o governo. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de hoje (29), encerrada por volta de 20h40, na sede do sindicato da categoria, na zona leste da capital. Os ferroviários das linhas 7 e 10 da Companha Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também decidiram não parar. As centrais e movimentos sociais protestam contra as reformas trabalhista e da Previdência e também contra a lei da terceirização, sancionada em março. Também defendem a saída de Michel Temer.

Segundo Wagner Fajardo, da coordenação da Secretaria Geral do Sindicato dos Metroviários, pesou para a decisão o fato de outras categorias do setor de transporte terem decidido não parar amanhã, com diferentes orientações das centrais. Mas a mobilização prossegue, afirmou, lembrando das tentativas de privatização do sistema. "Além das reformas, temos outras lutas pela frente e vamos participar delas."

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No caso dos ferroviários, o presidente do sindicato, Eluiz Alves de Matos, avalia que é momento de buscar unidade entre os vários segmentos do transporte para futuras mobilizações. Representantes da entidade participarão de ato convocado para as 11h desta sexta pela UGT, à qual é filiada, que terá concentração na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo, em direção à Superintendência Regional do Trabalho (representação local) do Ministério do Trabalho, na Rua Martins Fontes. "Cada sindicato fará suas manifestações", disse Eluiz.

Ainda no transporte coletivo, os motoristas e cobradores de ônibus urbanos da capital já haviam decido que não iriam fazer greve nesta sexta. Estão previstas paralisações de motoristas em capitais do Nordeste. Metroviários devem parar no Distrito Federal e em Belo Horizonte.

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Diversas categorias farão protestos, atos e paralisações durante o dia. Segundo as centrais, estão previstas atividades de bancários, metalúrgicos, operários da construção civil, petroleiros, professores, servidores públicos, químicos e trabalhadores na saúde, entre outras. Em São Paulo, a principal concentração está marcada para as 16h, na Avenida Paulista, diante do Masp.

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