Mercado de apostas esportivas pode gerar bilhões em receita do Governo, dizem especialistas



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Após aprovada em 2018, o funcionamento das plataformas online de apostas por cota-fixa tem previsão para se iniciar localizadas no Brasil em breve. Atualmente o setor já conta com diversas plataformas hospedadas em países pelo exterior, que podem ser acessadas por apostadores brasileiros para se fazer lances em relação a resultados de partidas esportivas que acontecem no Brasil. 

A aposta de cota-fixa é aquela na qual o apostador tem um demonstrativo do quanto pode receber caso tenha seu palpite acertado. As plataformas virtuais englobam não apenas esportes tradicionais como futebol e basquete, mas também casinos virtuais e as apostas em E-sports estão ganhando espaço nesses sites. 

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Por informações da Folha de São Paulo, as regras para hospedagem das plataformas no Brasil incluem a disponibilização de uma verba de 6 milhões de reais em caixa, para garantia do pagamento dos prêmios, o pagamento de 3 milhões de reais para hospedarem seus domínios em território nacional, além de uma taxa mensal ao governo. Segundo o Ministro da Economia Paulo Guedes, a expectativa é que esse mercado, após sua regulamentação, gere um faturamento de 6 bilhões de reais anualmente. 

Segundo informações das consultorias Global Betting e Gaming consultants, o rendimento bruto com apostas virtuais, apenas se considerando a modalidade do futebol, foi de 4,6 bilhões de reais em 2016 para 6,7 bilhões de reais em 2017. 

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Logo após assinada a medida em favor da regulamentação em 2018, as empresas que administram tais plataformas de apostas já começaram a fechar parcerias de patrocínio com clubes de futebol, associações esportivas e ex-jogadores, como a NetBet com apostas de futebol que já possui contrato fechado com o Fortaleza ou a Vivagol, com a Liga Nacional de Basquete. 

É claro que nem tudo nesse mundo são flores e em 2005, por exemplo, foi deflagrada uma das mais famosas operações de manipulação de placares esportivos, a “máfia do apito”, na qual 11 partidas com arbitragem de Edilson Pereira de Carvalho foram anuladas. O ex-árbitro admitiu ter participado do esquema para favorecer apostadores. Todavia, aqui nos encontramos com um problema mundial do esporte e é onde, por entrevistas, a polícia federal e outros órgãos relacionados estão se prontificando para esta nova regulamentação, igualmente.

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