Médicos protestam contra planos de saúde
Os médicos credenciados aos planos de saúde entrarão em greve de segunda (15) até a sexta-feira (19); Hoje, a categoria realizou um protesto, no bairro da Ilha do Leite, para esclarecer a população sobre as razões da paralisação; Categoria pede melhores honorários e o fim da interferência das operadoras no sentido de reduzir os custos em detrenimento dos pacientes
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Leonardo Lucena_PE247 – Os médicos credenciados aos planos de saúde entrarão em greve de segunda (15) até a sexta-feira (19). Hoje, a categoria realizou um protesto para esclarecer a população sobre as razões da paralisação. No entanto, o presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM-PE), Mário Lins, informa que houve avanços nas negociações com duas operadoras – Golden Cross e Sul América. A categoria pede melhores honorários e mais autonomia dos profissionais em relação às operadoras. As mobilizações ocorrem em todo o país.
“Ontem (9), a Golden Cross enviou um ofício se mostrando aberta ao diálogo. Vamos conversar com a Sul América na próxima semana”, afirmou Mário Lins, que também é diretor financeiro do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).
Com a tentativa de pressionar as operadoras a atenderem aos pedidos da categoria, os médicos realizaram um protesto na manhã de hoje (10) ao lado do Hospital dos Olhos de Pernambuco (Hope), localizado no bairro da Ilha do Leite, no Recife. Houve distribuição de panfletos à população constando esclarecimentos sobre as reivindicações da classe médica.
Em Pernambuco, a greve que deverá ser deflagrada na próxima semana atingirá a operadoras Golden Cross, Hapvida, Intermédica, Nortclínicas, Notre Dame, Ideal Saúde e Sul América. Esta última faz parte do segmento Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), enquanto que as outras empresas integram a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).
Apenas os serviços de emergência (que requerem atendimento imediato) e urgência (demandas e providências em curto prazo) não serão atingidos pela paralisação da categoria. Enquadram-se na primeira situação casos como derrame cerebral, convulsão, parada respiratória, entre outros. Já no sedunfo caso, estão problemas como, luxação, entorse (deficiência na articulação), dengue e fratura, por exemplos.
Além do Simepe, estão envolvidos na mobilização o Conselho Regional de Medicina (Cremepe), a Associação Médica de Pernambuco (Amepe) e a Federação das Cooperativas de Especialidades Médicas (Fecem-PE).
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