Médicos param hoje e dias 30 e 31; particulares também aderem
“Pela manhã estaremos nos articulando para que um número grande de médicos, tanto da rede pública quanto particular, participem da atividade em frente ao Huse, assim como também da ida maciça de médicos à atividade que irá acontecer no dia 8, em Brasília. Ainda pela manhã, estaremos discutindo as nossas atividades em Sergipe, apesar de 100% do calendário estar definido, tendo hoje à tarde, a concentração no Huse; paralisação no dias 30 e 31, sendo que nesta última data teremos uma assembleia para decidir em manter as atividades; e de 5 a 10 de agosto, a depender do movimento em Brasília”, explica o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira; manifestações são contra vetos presidenciais ao Ato Médico
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Gilmara Costa, do Jornal da Cidade - O Movimento Médico em Sergipe têm início na manhã de hoje, 23, às 10h, com uma reunião da Comissão de Planejamento e Estratégia do movimento para a definição das atividades, cujo calendário já está definido. O encontro ocorre na sede do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), onde também acontece um almoço com a categoria que, às 15h, realizará ato com concentração do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A paralisação das atividades dos médicos não só atingirá os profissionais que atuam na rede pública de saúde, como também o da rede particular, sendo apenas atendidos os casos de urgência e emergência.
“Pela manhã estaremos nos articulando para que um número grande de médicos, tanto da rede pública quanto particular, participem da atividade em frente ao Huse, assim como também da ida maciça de médicos à atividade que irá acontecer no dia 8, em Brasília. Ainda pela manhã, estaremos discutindo as nossas atividades em Sergipe, apesar de 100% do calendário estar definido, tendo hoje à tarde, a concentração no Huse; paralisação no dias 30 e 31, sendo que nesta última data teremos uma assembleia para decidir em manter as atividades; e de 5 a 10 de agosto, a depender do movimento em Brasília”, explica o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira.
Entre as pautas do movimento, a derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff ao Ato Médico e da Medida Provisória 621. “Queremos desmentir o governo, chamar a atenção da sociedade para essa medida que somente vêm causar prejuízos à população, pois a questão não é a contratação de médicos e oferecer uma bolsa durante três anos para o exercício da Medicina, é uma forma de precarização da categoria. Com essa medida, os prejuízos são tanto para os médicos quanto para a população”, destaca João Augusto.
Sobre os vetos ao Ato Médico, o presidente do Sindimed afirma que profissionais de saúde já têm realizado, erroneamente, prescrições de medicamentos e exames. “O veto ao Ato Médico não quer dizer que demais profissionais possam prescrever medicamentos, porém muitos têm se antecipado e feito a prescrição errada de medicamentos, assim como solicitação de exames, causando prejuízos à população, em especial a mais pobre, pois quem tem condições continuará indo ao médico”, diz.
Segundo ele, o posicionamento do governo chega a ser contraditório. “Como é que amplia para oito anos o estudo da Medicina e, ao mesmo tempo, a extingue com o veto ao Ato Médico, pois cabe ao médico fazer o diagnóstico e prescrever. Por isso a nossa luta continua, a nossa proposta é de uma carreira médica de dedicação exclusiva para o SUS e que começa por três anos de atuação no interior e não como bolsa conforme estabelece a MP 621. Essa luta não é da categoria médica, é uma luta pela saúde em todo o país”, ressalta.
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