Médicos boicotam SUS e protestam na porta do HC
Categoria paralisa atendimento pelo sistema público por 24 horas para externar insatisfação com o Programa Mais Médicos do governo Dilma; estima-se que pelo menos mil pessoas deixaram de ser atendidas; consultas eletivas pelo SUS em unidades públicas federais, estaduais e municipais, além de alguns serviços privados conveniados, não funcionam; foram mantidos apenas serviços de urgência, emergência e plantões em UTI
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A Redação_ Cerca de 60 médicos e residentes goianos se concentram, na manhã desta terça-feira (23), na porta do Hospital das Clínicas (HC), no Setor Leste Universitário. O manifesto marca a paralisação dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que vai durar 24 horas.
Só nesta manhã (23), estima-se que pelo menos mil pessoas deixaram de ser atendidas nas unidades de saúde pública. Atendimentos eletivos pelo SUS em unidades públicas federais, estaduais e municipais, além de alguns serviços privados conveniados, não funcionam. Foram mantidos apenas os de urgência, emergência, aos pacientes internados e plantões em UTI.
Em Goiás, a ação é organizada pelo Comitê das Entidades Médicas (Cemeg), e faz parte dos protestos contra o Programa Mais Médicos, proposto pela presidente Dilma Rousseff. Pelo menos outros 11 estados participam do manifesto.
O programa prevê medidas como contratação de médicos formados no exterior, sem a revalidação de seus diplomas e mudanças no curso de medicina, inclusive com a criação de um estágio obrigatório de dois anos no SUS.
"Os médicos estão lutando por melhores condições de atendimento à população", disse o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho. Outras duas paralisações nacionais estão marcadas para os dias 30 e 31 de julho.
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