MBL desiste de ato com telão para julgamento de Lula
O Movimento Brasil Livre (MBL), que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, desistiu de instalar um telão na Avenida Paulista para transmitir o ex-presidente Lula, no próximo dia 24, no TRF-4, com sede em Porto Alegre (RS); de acordo com o movimento, o telão poderia atrapalhar o trânsito; "Isso não significa que a gente desistiu do evento. Apenas vamos mudar", disse Pedro Ferreira, um dos líderes do movimento
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SP 247 - O Movimento Brasil Livre (MBL), que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, desistiu de instalar um telão na Avenida Paulista para transmitir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 24, no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre (RS). De acordo com o movimento, o telão poderia atrapalhar o trânsito. O julgamento está marcado para começar às 8h30 de terça-feira.
"Não queremos fazer mais na (Avenida) Paulista para não atrapalhar o fluxo de pessoas”, disse Pedro Ferreira, um dos líderes do movimento. "Isso não significa que a gente desistiu do evento. Apenas vamos mudar".
Outro grupo pró-golpe, o Vem Pra Rua (VPR), marcou um “Ato em Defesa da Justiça” na Avenida Paulista, para as 18h em São Paulo, e afirmou que outras cidades estão se organizando, sem divulgar ainda quais.
"A confirmação da condenação em Segunda Instância do ex-presidente Lula, pelo TRF-4, no dia 24 d 2018, será o maior símbolo do fim da impunidade no Brasil, atestando que a Justiça no país, de fato igualmente para todos, independentemente de cargo, influência, poder ou dinheiro", diz a nota do VPR.
Na capital paulista, o evento acontece em frente do prédio do Tribunal Regional Feder (TRF-3), na Paulista.
Lula será julgado no caso no caso do triplex do Guarujá (SP). Lula foi condenado, sem provas, a 9 anos e meio de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro.
O Ministério Público Federal denunciou o petista, em setembro de 2016, alegando que o ex-presidente recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, através de um triplex no Guarujá (SP).
Um dos procuradores, Henrique Pozzobon admitiu não existir "prova cabal" de que o petista é "proprietário no papel" do tripléx. "Precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade", disse o procurador.
Nove meses antes, em janeiro, o ex-presidente publicou no site do Instituto Lula um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao apartamento. Foram publicados seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel (veja aqui).
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