Marina como vice de chapa com Eduardo Campos?

Governador de Pernambuco se reuniu com o senador Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos principais articuladores da criação do novo partido de Marina Silva; nos bastidores, circula a informação de que há possibilidade de a ex-ministra ser vice do socialista em 2014. Embora a própria Marina possa lançar seu nome na disputa contra Dilma Rousseff, a criação de uma legenda não se faz da noite para o dia e pode faltar tempo para projetar seu nome neste ano

Marina como vice de chapa com Eduardo Campos?
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Leonardo Lucena _PE247 – Buscando cada vez mais a articulação com forças políticas em nível nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), dá início aos diálogos com o PV, partido ao qual pertencia a ex-ministra Marina Silva, que agora cria um nova legenda e pode ser candidata à presidência em 2014. Nesta quinta-feira 31, o presidente nacional do PSB se encontrou com o senador Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos principais articuladores da criação da nova sigla. Nos bastidores, circula a informação de que há possibilidade de Marina ser vice de Campos caso ele confirme sua candidatura a presidente no próximo ano.

Embora a própria Marina possa lançar seu nome na disputa contra Dilma Rousseff, a criação de uma legenda não se faz da noite para o dia e, neste ano, a ex-ministra se dedicará ao recolhimento de pelos menos 500 mil assinaturas para o processo, não sobrando tempo o suficiente para se promover rumo a uma disputa majoritária em nível nacional. Dessa forma, é possível que Marina e seu partido não tenham fôlego para pleitear o Palácio do Planalto.

Não se sabe exatamente o que esteve em pauta no encontro entre Campos e Sirkis, que também contou com a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier. Porém, não está descartada a hipótese de Eduardo Campos ganhar uma aliada de "peso". De todo modo, os articuladores da criação da nova legenda já estão estudando o melhor caminho a ser percorrido pelo futuro partido em 2014.

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Para Eduardo Campos, a aliança pode ser benéfica por dois motivos. Primeiro porque Marina Silva é uma liderança nacional, além de ser tida como uma das maiores ativistas do mundo na luta pela preservação ambiental. A ex-ministra do Meio Ambiente aumentou sua popularidade após se candidatar à presidência em 2010, quando foi derrotada por Dilma e pelo tucano José Serra, mas ficando em terceiro lugar, com significativos e inesperados 20 milhões de votos – a petista foi eleita com 55 milhões e o tucano teve 43 milhões. O segundo motivo é que Eduardo, embora tenha recebido prêmios internacionais e é o governador mais popular do País, não conseguiu fazer da preservação ambiental uma marca de sua gestão.

De qualquer maneira, tanto o governador como a ex-ministra têm um discurso em comum na medida em que pregam a necessidade de haver uma renovação na política brasileira – lembrando que Marina deixou o ministério do Meio Ambiente em 2008, pasta que comandava desde 2003, por desentendimentos com setores do governo, sobretudo o agronegócio. Na época, a ex-verde era tida como uma ministra que "atrasava" as licenças ambientais para obras estruturadoras e, portanto, apresentava entraves ao crescimento econômico.

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Em meio às especulações de que Campos poderia ser vice da presidente Dilma, que deve tentar a reeleição, agora surge outra possibilidade no xadrez político para 2014. O fato é que, se for concretizada uma chapa com Eduardo Campos e Marina Silva daqui um ano, Dilma pode até comandar o Planalto por mais quatro anos, mas, em tese, se reeleger será uma tarefa mais difícil do que os petistas imaginam.

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