Marin traz más lembranças ao futebol paulista
Novo presidente da CBF foi presidente da FPF entre 82 e 88, perodo em que o campeonato estadual viveu fase conturbada com viradas de mesa e turbulncias polticas
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247 - José Maria Marin foi empossado o novo presidente da CBF por ser o mais velho dos vices da entidade no momento em que Ricardo Teixeira renunciou ao cargo. A experiência de Marin, realmente, é de longa data, mas não necessariamente boa – sua permanência a frente da Federação Paulista de Futebol, entre 1982 e 1988, coleciona lembranças ruins.
A começar pela politização da Federação. A eleição que empossou Marin ocorreu quando ele era o vice do governador Paulo Maluf – ambos escolhidos pelo regime militar – levou para o mundo do futebol as disputas partidárias que rondavam o Palácio dos Bandeirantes. Como seu sucessor, o cartola, filiado ao PFL, indicou Eduardo José Farah em acordo com o PMDB do governador Orestes Quércia.
Dentro de campo, o futebol paulista refletiu a má gestão vivendo uma das piores fases de sua história. Durante os seis anos, apenas um clube de São Paulo sagrou-se campeão brasileiro – o São Paulo, em 1986.
O campeonato estadual, da mesma forma, não viveu bom momento. Os anos de Marin são lembrados como período em que viradas de mesa foram recorrentes e mudanças no regulamento do torneio em andamento tumultuaram a vida dos clubes. Em 1987, o Corinthians era o lanterna da competição e seria rebaixado, segundo as regras previstas, caso ficasse entre os quatro últimos lugares. Para facilitar a situação do clube de maior torcida do estado, a Federação garantiu que iriam disputar a segunda divisão apenas os dois últimos. Ponte Preta e Bandeirante, os últimos colocados daquele ano, entraram na Justiça para permanecer na elite paulista, mas não conseguiram vencer o caso.
A forte ligação de Marin com a FPF acende ainda a suspeita de todas as outras federações de que São Paulo seja beneficiada pelo novo presidente da CBF. Outros insatisfeitos com a troca de poder são os clubes, que foram criticados por Marin em 1987 quando tentaram organizar uma Liga independente da CBF. A discussão sobre uma possível entidade independente voltou à tona com a queda de Teixeira, mas a oposição do ex-governador não deve diferir de seu antecessor e a pressão contrária aos clubes deve continuar.
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