Marin: "dificilmente" seleção terá técnico estrangeiro

Presidente da CBF joga balde de água fria em quem esperava ver o espanhol Pep Guardiola, ex-Barcelona, treinando a seleção brasileira: "Acredito nos técnicos do Brasil e conquistamos cinco campeonatos mundiais com técnicos do Brasil", justificou

Marin: "dificilmente" seleção terá técnico estrangeiro
Marin: "dificilmente" seleção terá técnico estrangeiro (Foto: (11) Celso Pupo / Fotoarena)


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RIO DE JANEIRO, 26 Nov (Reuters) - O novo técnico da seleção brasileira deve ser um treinador brasileiro, disse nesta segunda-feira o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.

"Dificilmente, muito difícil, será um técnico estrangeiro", disse ele a jornalistas num feira de futebol que acontece no Rio de janeiro, a Soccerex.

O técnico Mano Menezes foi demitido do comanda da seleção brasileira de futebol na última sexta-feira e a ideia do dirigente é anunciar o nome do substituto até o começo de janeiro.

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"Acredito nos técnicos do Brasil e conquistamos cinco campeonatos mundiais com técnicos do Brasil, Dificilmente (será um estrangeiro)", acrescentou o presidente da CBF.

A declaração do dirigente acontece em meio a especulações de que Pep Guardiola, ex-técnico espanhol do Barcelona, teria manifestado via terceiros o interesse de assumir o comando da seleção brasileira e dirigi-la na Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil.

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A CBF tem alguns nomes em análise e os que aparecem com maior força são Muricy Ramalho, atual treinador do Santos, Tite, que está no Corinthians e conquistou a Libertadores com o time paulista neste ano, e Luiz Felipe Scolari, campeão mundial com a seleção em 2002 e que dirigiu o Palmeiras neste ano, conquistando a Copa do Brasil, e saindo da equipe antes de ela ser rebaixada no Campeonato Brasileiro.

"Não conversei com ninguém, ainda estamos com o Campeonato Brasileiro em andamento. Vamos trocar ideias", disse.

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Ao ser questionado sobre a saída de Mano e a promessa que havia feito de que o treinador ficaria, Marin declarou que "o passado é o passado" e que a CBF tem que "pensar no futuro".

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, presente a abertura do mesmo evento, se mostrou favorável a um técnico brasileiro no comando da seleção brasileira.

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"Não tenho nenhum oposição a um treinador estrangeiro, mas temos grandes técnicos como Tite, Muricy, Vanderlei (Luxemburgo, técnico do Grêmio) e o Felipão, que é um pentacampeão e tem experiência internacional com clubes e (na seleção de) Portugal", declarou.

Desde a demissão de Mano, há boatos sobre a saída da CBF do diretor de seleções, Andrés Sanchez. Ele foi contra a saída do treinador e declarou na última sexta-feira que foi voto vencido na reunião que selou o destino do técnico.

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Segundo fontes, Sanchez, que é ex-presidente do Corinthians, "tem vida própria dentro da seleção" e seria um nome dentro da entidade para tentar uma aproximação entre Marin e a presidente Dilma Rousseff.

A presidente tem restrições a Marin desde a época em que foi militante de esquerda e Marin era um político identificado com a base de apoio do regime militar vigente à época.

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"Nossa relação, do governo federal com a CBF, é institucional", disse Aldo em tom lacônico.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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