Margarida Salomão: condução coercitiva de reitor da UFMG é 'violência inadmissível'
A deputada Margarida Salomão (PT-MG), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, fez duras críticas à operação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); "Será que a polícia não tem mais o que fazer além de conduzir reitores coercitivamente? Isso é uma violência, uma violência simbólica, uma violência inadmissível. Um país que investe contra a sua universidade, contra sua pesquisa, contra a sua academia é um país que se auto condena à mediocridade, à obscuridade, à insignificância", disse
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Minas 247 - A deputada Margarida Salomão, presidenta da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, afirmou nesta quarta-feira (6) que é uma violência inadmissível a condução coercitiva do reitor e da vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, promovida pela Polícia Federal durante a Operação Esperança Equilibrista. Nesta manhã, ainda foram conduzidos coercitivamente a professora Heloísa Starling, uma das maiores historiadoras brasileiras, o ex-ministro e ex-reitor, Clério Campolina e o ex-reitor Ronaldo Pena.
Na tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados Margarida Salomão fez duras críticas à operação. "Será que a polícia não tem mais o que fazer além de conduzir reitores coercitivamente? Isso é uma violência, uma violência simbólica, uma violência inadmissível. Um país que investe contra a sua universidade, contra sua pesquisa, contra a sua academia é um país que se auto condena à mediocridade, à obscuridade, à insignificância", disse.
A parlamentar destacou que o reitor e a vice-reitora não se negaram em momento algum a dar informações sobre qualquer suspeita administrativa. "Prender o reitor da UFMG, é um tapa na cara de todos nós. É uma afronta. É uma violência inapropriada, deliberada e inadmissível", afirmou.
Segundo ela, a operação é uma repetição maximizada do que aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina e acabou com a trágica morte do ex-reitor Luiz Carlos Cancellier, "um homem inocente que como tantos que trabalham na Universidade têm como seu único bem a reputação".
A deputada lembrou que a Operação que teve Cancellier como um dos alvos teve como origem uma "trapalhada" e um abuso da Polícia Federal, que sem motivos praticou intimidação e violência.
"Agora em Minas Gerais esse absurdo se repete maximizado. É preciso lembrar que a UFMG é uma das maiores Universidades brasileiras. É de um projeto acadêmico que estamos falando. Essa violência ainda é pior porque ela arrasta pra suspeita suja o estudo da anistia brasileira, o estudo dos excessos da ditadura, as terríveis memórias da ditadura que também invadiu os Campi, prendeu, caçou, torturou e matou".
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