Marco Aurélio quebra sigilo bancário de empresa de Gustavo Perrella
A procuradora geral da República, Raquel Dodge, pediu a quebra de sigilo de Gustavo Perrella, sócio da Tapera Participações, empresa apontada por investigadores como a suposta destinatária de parte da propina de R$ 2 milhões entregues por delatores da JBS ao primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco; o ministro do STF Marco Aurélio negou o pedido, mas já havia decretado a quebra de sigilo do tucano, medida que se estende à irmã e ao primo dele, Andrea Neves e Frederico Pacheco, a Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), e às empresas Tapera, e ENM Auditoria e Consultoria
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Minas 247 - A procuradora geral da República, Raquel Dodge, pediu a quebra de sigilo de Gustavo Perrella, sócio da Tapera Participações, empresa apontada por investigadores como a suposta destinatária de parte da propina de R$ 2 milhões entregues por delatores da JBS ao primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco. O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio negou o pedido, mas já havia decretado a quebra de sigilo do tucano, medida que se estende à irmã e ao primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, a Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), e às empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.
Raquel ainda apontou a Marco Aurélio que existem "indicativos da lavagem dos valores percebidos por Aécio Neves, com a intermediação de Mendherson Souza Lima, procurador da empresa Tapera Participações, supostamente utilizada para a prática da conduta ilícita". De acordo com a PGR, "a Tapera Participações teria recebido depósito no valor de R$ 500 mil, oriundo da empresa ENM Auditoria e Consultoria, de titularidade do contador Euler Nogueira Mendes, afirmando haver indícios de envolvimento nos crimes". Relatos são do Estadão.
A procuradora também afirmou que "o senador José Perrella de Oliveira Costa é o administrador da citada pessoa jurídica, e o filho, Gustavo Henrique Perrela Amaral Costa, o sócio majoritário".
De acordo com o ministro, quanto a Gustavo, "a circunstância de ser sócio majoritário de empresa supostamente utilizada para lavagem de dinheiro, por si só, não justifica a medida".
O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para supostamente pagar advogados, segundo Lauro Jardim. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB. Segundo a PF, que filmou a cena, o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).
O tucano tratou a propina como venda de apartamento.
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