Márcio: "aliança DEM-PT não tem possibilidade de se aplicar na prática"
Para o deputado federal do PT, discutir qualquer aliança que desconsidere a candidatura do governador Marcelo Déda (PT) ao Senado é "antipolítica"; sobre a possibilidade de uma aliança com o DEM, Márcio Macêdo retruca: “estão dando uma valorização muito grande a essa questão. Só valoriza o passe de João Alves, não tem nenhuma aplicabilidade”; declarações do parlamentar mantém linearidade com o que já foi dito por Rogério Carvalho ("se o PMDB entender que o PT não é fundamental, o PT construirá o seu caminho") e por Ana Lúcia ("temos deliberações contrárias a aliança com o DEM em todas as instâncias do partido, nos diretórios nacional e estadual")
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Sergipe 247 – O deputado federal Márcio Macêdo (PT) não tergiversa quando o assunto envolve o espaço que o PT ocupará em 2014, na disputa eleitoral pela sucessão do governador Marcelo Déda. Ele descarta a possibilidade do partido abrir mão do seu espaço (o Senado) na chapa majoritária. “Isso é antipolítica e não dá para levar em consideração”, afirmou em entrevista à jornalista Aldaci de Souza, do Portal Infonet. Sobre a possibilidade de uma aliança com o DEM, Márcio minimizou. “Estão dando uma valorização muito grande a essa questão”, disse.
Na análise do parlamentar, a tese de um acordo entre PMDB-PT-PSB e DEM “não tem possibilidade de se aplicar na prática”. Por quê? “Ela parte de premissas incorretas: primeiro, acho que será uma surpresa se for diferente, pois o prefeito João Alves Filho será candidato a governador ou então indicará um candidato do DEM. Portanto, essa discussão só valoriza o passe de João Alves, não tem nenhuma aplicabilidade”, afirmou.
Sendo assim, o petista defende que o PT seja valorizado dentro da chapa proporcionalmente ao peso político que tem. “O PT é o maior partido do Estado, tem dois deputados federais, quatro deputados estaduais, três vereadores na capital, um número de prefeitos e vereadores significativos no interior, o maior número de filiados e de militantes de Sergipe, está à frente de uma década virtuosa de desenvolvimento tanto na prefeitura quanto no Governo, está no exercício do Governo do Estado e tem a presidenta da República, além de uma liderança com a força popular que é Luis Inácio Lula da Silva, que vai rodar o país nos palanques dos candidatos do PT e dos nossos aliados. Um partido com esse patrimônio e com essa vocação de vencer e de transformar vai abrir mão de fazer política? Isso não existe”, disse.
As declarações de Márcio estão em consonância com o que tem dito por outras lideranças do partido. O deputado federal Rogério Carvalho (PT) disse, recentemente, que “se o PMDB entender que o PT não é fundamental, o PT construirá o seu caminho”. “O PT é um partido que tem história e disposição para a luta”, afirmou, na sexta-feira (7), durante o programa “A Hora da Verdade”, apresentado pelo radialista George Magalhães, na Megga FM.
Na edição desta quarta-feira (12) do Jornal da Cidade, a deputada estadual Ana Lúcia (PT) afirmou ser impossível uma aliança entre PT e DEM. “Temos deliberações contrárias a isso em todas as instâncias do partido, nos diretórios nacional e estadual”, ressaltou. Segundo ela, já está definido que não pode haver coligação com o DEM, PSDB e PPS, e ela espera que isso não aconteça. Ana prega uma aliança ideológica e afirma que não há o mínimo de identidade entre o PT e o DEM.
“O PT é um partido de esquerda e o DEM é um partido orgânico da direita brasileira. Com todas as contradições, são partidos ideológicos, tanto que são os partidos que mais possuem embates nacionalmente. Acho difícil isso acontecer e a maioria do partido tem essa visão”, concluiu.
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