Mantega pede e Alckmin deve adiar aumento no Metrô
Com a intenção de reduzir os impactos da inflação, ministro da Fazenda pede ao governador de São Paulo que não faça o reajuste da tarifa no primeiro trimestre; o mesmo foi feito com os prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro com a tarifa do ônibus; tucano diz que não há "decisão tomada", mas que apelo da Fazenda será considerado
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247 – A exemplo do que ocorreu com as duas maiores capitais do País com o preço da passagem de ônibus, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deve adiar o reajuste da tarifa do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A provável decisão de segurar o aumento se deve a um telefonema do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que pediu ao tucano para não elevar o preço no primeiro trimestre do ano.
A intenção do governo federal ao pedir congelamento das tarifas ao governador de São Paulo e aos prefeitos da capital paulista, Fernando Haddad (PT) e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), é segurar a inflação. Com isso, a intenção da equipe econômica é que os reajustes não aconteçam todos no início do ano, reduzindo os impactos de elevação das tarifas da inflação. Alckmin afirmou que ainda não há "decisão tomada", mas que o apelo da Fazenda será considerado.
"Vamos avaliar a hipótese de não fazê-lo no primeiro trimestre, para ajudar a segurar a inflação. Não tem ainda uma decisão tomada, mas vamos levar em consideração esse apelo do Ministério da Fazenda e vamos verificar para quando nós vamos transferir [o reajuste]", declarou o governador. Geralmente, as tarifas do Metrô e da CPTM são elevadas em fevereiro, mas desta vez, não deve haver reajuste até abril. O último reajuste foi feito em fevereiro de 2012, quando a passagem aumentou de R$ 2,90 para R$ 3. Não há informações de quanto será o próximo aumento, mas Alckmin já garantiu que ele não ultrapassará a inflação.
Prefeituras
Haddad e Paes também devem atender ao pedido do Planalto para adiar o reajuste da tarifa de ônibus para contribuir com o controle da inflação. Em São Paulo, a tarifa que hoje custa R$ 3 deverá ficar mais cara a partir de junho, mas como também prometeu o petista, não subirá mais do que a inflação. A preocupação da equipe de Mantega, com os novos preços todos no início do ano, era que, no acumulado de 12 meses, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegasse muito próximo ao teto: 6,5%.
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