Mais uma semana de greve

Policiais civis, servidores da Anvisa, professores federais e funcionários da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, seguem com suas atividades paralisadas em Pernambuco; expectativa é de que, em alguns casos, novas rodadas de negociações possam gerar acordos que encerrem os movimentos 

Mais uma semana de greve
Mais uma semana de greve (Foto: Edição/247)


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Leonardo Lucena _PE247 – O direito à greve é uma premissa que acompanha qualquer categoria profissional, sobretudo no tocante à reivindicação por reajuste salarial e melhoria das condições de trabalho. Atualmente, Pernambuco convive com um conjunto de paralisações que impedem a boa prestação de serviços em áreas estratégicas como segurança e educação. Nesta semana que se inicia, uma série de atividades está programada para a discussão da permanência desses movimentos.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) realiza nesta segunda-feira (6), às 17h, mais uma assembleia para definir os rumos da paralisação o, que ocorre desde o dia 23 de julho. Mesmo com declaração da ilegalidade da greve feita pelo juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Sílvio de Arruda Beltrão, a categoria não abre mão das suas reivindicações e segue com os braços cruzados.

Os policiais civis pedem aumento salarial de 65% em cima dos R$ 2.642 que recebem em início de carreira e melhorias nas condições de trabalho. Todavia, em contrapartida, o governo se mostra disposto a negociar por alegar que foi feito um acordo visando reajuste nos salários referentes aos anos de 2012 (8,4%), 2013 (8,14%) e 2014 (14,55%).

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Tal negociação foi negada pelo presidente do Sinpol-PE, Cláudio Marinho. Segundo informações do dirigente, apenas 24 das 361 delegacias funcionam em todo o Estado.

De fato, pelo decorrer do movimento, não está tão fácil de estabelecer um consenso. Apesar de o magistrado Arruda Beltrão ter autorizado a intervenção da Polícia Militar para que os policiais civis retornem ao trabalho, o Sinpol decidiu manter a paralisação. E autorizou, na última sexta-feira (3), aplicação de multa diária no valor de R$ 20 mil por cada dia de greve. Mas o governo quer o valor R$ 50 mil e já anunciou que haverá ponto de corte.

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Mas não são só os policiais civis que estão em greve no Estado. Professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também paralisaram as atividades desde o dia 17 de maio e pedem reajuste salarial de 45%. O Governo apresentou proposta na semana passada, propondo aumento salarial de 25%, atingindo 40% para os decentes titulares, parcelas que seriam pagas até 2015.

Um professor titular passaria a receber R$ 17.057,74 em vez de R$ 12.225,25 (conforme tabela dos Ministérios do Planejamento e da Educação), o que implicaria um custo de R$ 4,2 bilhões no Orçamento da União. Mas, em assembleia realizada na última sexta-feira (3), decidiu-se pela continuação da greve. As informações dão conta de que dos 180 docentes que estavam presentes no encontro, 155 votaram contra a proposta do governo. E na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), apenas 1 dos 90 magistérios votou contra a greve.

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Os agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) formam mais uma categoria em greve, desde o dia 16 de julho. Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 25%. Contudo, de acordo com o Sindicato das Agências de Navegação Marítima de Pernambuco (Sindanpe), os navios continuam atracando no Porto de Suape. Além disso, ainda no início da paralisação, o Ministério da Saúde informou que serviços essenciais, como descarregamento de medicamentos e alimentos perecíveis.

Outra categoria que optou pela paralisação das atividades foram os 44 mil funcionários da Refinaria Abreu e Lima. A reivindicação é reajuste salarial 15% contra os 10,5% oferecidos pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), R$ 350 referente ao cartão alimentação, pois os operários ganham R$ 200 e equiparação salarial com os trabalhadores de Suape. O Sinicon já entrou na Justiça para declarar ilegal a paralisação, cuja audiência ocorre hoje. Na próxima quarta-feira (8), os operários farão uma assembleia para discutir sobre a continuidade ou não da greve.

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