Maioria dos contratos da Delta foi com prefeituras

Esta é conclusão do relatório final da CPI da Assembleia apresentado pelo deputado Talles Barreto; documento diz que maior volume de obras realizadas pela construtora em Goiás se deu em contratos com as prefeituras de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Catalão, todas comandadas na época por PT ou PMDB; sessão é marcada por mais um embate entre Túlio Isac e Mauro Rubem

Maioria dos contratos da Delta foi com prefeituras
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Goiás 247_ O deputado Talles Barreto (PTB), relator da CPI que investigou a relação da Delta Construções com o poder público em Goiás, fez a leitura de seu relatório na manhã desta terça-feira, 26. Ele afirmou que produziu o relatório a partir das informações recolhidas, depoimentos prestados, e dados da CPMI no Congresso Nacional, formulando as conclusões transcritas em 37 folhas, de um total de 217.

Uma das conclusões constantes no documento elaborado por Talles é que o maior volume de obras realizadas pela Construtora Delta em Goiás se deu em contratos com as Prefeituras de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Catalão.

O relator sugeriu o indiciamento de delegados, policiais civis e militares e servidores públicos por corrupção ativa e passiva, conforme foi levantado em investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, constantes na CPMI do Congresso.

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Talles Barreto recomendou o encaminhamento do relatório ao Ministério Público para que este proceda às investigações sobre as denúncias formuladas pela CPI. Entre as providências a serem tomadas ele sugere que sejam averiguados contratos de prefeituras com a construtora Delta.

Prejuízo

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O relator lembrou que a CPI foi prejudicada em seu trabalho por não poder investigar as Prefeituras de Aparecida de Goiânia e de Catalão por causa de liminar concedida pela Justiça e que as únicas informações sobre estes documentos foram obtidas em acórdãos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Ao término de sua leitura, os deputados membros fizeram seus pronunciamentos. O peemedebista Daniel Vilela considerou que, ao contrário do anotado no relatório, o Ministério Público contestou o contrato de locação de veículos celebrado entre a empresa Delta e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás.

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Daniel afirmou ainda que o relatório não citou o principal contrato da Delta com a Prefeitura de Goiânia, que é o da coleta de lixo. O deputado sugeriu a inclusão, no documento, da informação de que a Justiça negou o recurso apresentado pela Casa contestando a liminar que proibia investigação de prefeituras.

O petista Mauro Rubem afirmou que o relatório da CPI está aquém do que os fatos já provam. Segundo ele, além do rol de nomes dos policiais e servidores públicos, é necessário também apresentar a lista dos secretários e autoridades que possam estar envolvidos no esquema implantado pelo contraventor Carlos Cachoeira em Goiás.

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Mauro Rubem contestou o posicionamento de Talles Barreto de que o governador não estaria envolvido no esquema montado pelo grupo de Cachoeira, conforme teria sido levantado pela Polícia Federal. A CPMI do Congresso, segundo o petista, teria provado o contrário. Ele afirma ainda que todos os depoimentos apontaram para graves falhas de funcionamento na estrutura administrativa do Estado.

Mauro Rubem destacou que em relação ao Detran, o relatório não confere com a auditoria realizada no órgão pelo Denatran. “A CPI precisa elucidar os crimes e as quadrilhas montadas. Temos que ter a preocupação de não lançar falsas denúncias, sem esconder o envolvimento de nenhum secretário."

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Resposta

O deputado Túlio Isac respondeu as críticas formuladas por Mauro Rubem. O tucano mencionou a escuta telefônica realizada pela Polícia Federal em que Carlos Cachoeira se queixava do governador Marconi Perillo por não conseguir concretizar seus planos.

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“Se Marconi estivesse envolvido com essa quadrilha, ela não precisaria comprar policiais e autoridades. Bastaria o governador mandar. Se Cachoeira tivesse o governo na mão, para que comprar policiais?”, questionou Tulio.

O tucano ainda cobrou de Mauro Rubem explicações sobre o fato de a então deputada Adriete Elias (PMDB) ter contratado a mãe de Cláudio Abreu, operador da Delta no Centro-Oeste, como sua chefe de gabinete.

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Ao final da sessão, os deputados membros da CPI acataram sugestão do relator, de que o prazo para a apresentação de emendas ao seu relatório vá até as 18 horas desta sexta-feira, 1º de março. Talles pediu esse prazo para que ele e a Procuradoria da Assembleia tenham condições de estudar as propostas no final de semana. A votação do relatório será no dia 5 de março, na próxima sessão da CPI.

Na história

A CPI foi instalada no dia 10 de maio de 2012, com previsão inicial de 60 dias para o seu encerramento. Em razão dos embates políticos e jurídicos, ela foi prorrogada até a primeira quinzena de abril, mas seus integrantes, por decisão da maioria, optaram pelo encerramento dos trabalhos no dia 5 de março – dois meses antes de completar um ano.

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