Maia adia decisão sobre processo contra Lereia

Comissão de sindicância recomendou abertura de processo por quebra de decoro contra o parlamentar goiano, mas presidente da Câmara decidiu esperar o relatório final da CPMI do Cachoeira que, se prorrogada, continua até 2013

Maia adia decisão sobre processo contra Lereia
Maia adia decisão sobre processo contra Lereia (Foto: Edição/247)


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Agência Câmara_ O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), disse nesta quarta-feira que está aguardando o resultado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira para dar encaminhamento ao caso do deputado Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) no âmbito da Câmara dos Deputados. Em julho último, uma comissão de sindicância da Corregedoria Parlamentar recomendou a abertura de processo por quebra de decoro contra Lereia.

O parlamentar depôs ontem na CPMI e disse que seu relacionamento com o contraventor Carlos Cachoeira é apenas de amizade. De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), o parlamentar teria recebido dinheiro da organização de Cachoeira. Além disso, teria alertado o contraventor sobre uma operação policial e usado o cartão dele para fazer compras. Segundo a PF, Lereia e Cachoeira conversaram por telefone pelo menos 72 vezes entre março e julho do ano passado.

Segundo Marco Maia, foi importante Lereia ter ido à CPMI e feito a sua defesa. “Isso vai dar mais elementos para que o relator possa ter uma convicção sobre esse tema”, disse.

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Prorrogação da CPMI

Sobre a possibilidade de prorrogação dos trabalhos da comissão, o que adiaria a decisão sobre Lereia para o ano que vem, Marco Maia afirmou que isso foge da sua alçada, pois depende do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG).

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“Quem deve dar uma posição final sobre se prorroga ou não é o relator. Se o relator já se sentir à vontade, se tiver todos os elementos, todos os dados que ele entender que são relevantes para seu relatório, não acredito que haja necessidade de prorrogar”.

O prazo para a conclusão dos trabalhos da comissão terminará em 4 de novembro. Na próxima terça-feira (16), os dirigentes da CPMI vão decidir em conjunto com os líderes partidários se a comissão será prorrogada ou não.

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