Macedo: “Reforma da Previdência é presente de grego de Temer para os brasileiros neste Natal”

O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal Márcio Macedo reiterou na manhã desta terça-feira, 12, seu posicionamento contra a reforma da Previdência Social, em entrevista concedida à rádio Fan FM, de Aracaju; Macedo destacou que o déficit se dá por conta da economia fraca; “A reforma da previdência é presente de grego de Temer para os brasileiros neste Natal", disse Macedo

O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal Márcio Macedo reiterou na manhã desta terça-feira, 12, seu posicionamento contra a reforma da Previdência Social, em entrevista concedida à rádio Fan FM, de Aracaju; Macedo destacou que o déficit se dá por conta da economia fraca; “A reforma da previdência é presente de grego de Temer para os brasileiros neste Natal", disse Macedo
O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal Márcio Macedo reiterou na manhã desta terça-feira, 12, seu posicionamento contra a reforma da Previdência Social, em entrevista concedida à rádio Fan FM, de Aracaju; Macedo destacou que o déficit se dá por conta da economia fraca; “A reforma da previdência é presente de grego de Temer para os brasileiros neste Natal", disse Macedo (Foto: Charles Nisz)


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Sergipe 247 - O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal Márcio Macedo reiterou na manhã desta terça-feira, 12, seu posicionamento contra a reforma da Previdência Social. O tema foi abordado durante entrevista concedida à rádio Fan FM, de Aracaju, na qual ele destacou que o déficit da aposentadoria existente no país se dá por conta da economia fraca, conduzida por um governo golpista.

“A reforma da previdência é presente de grego de Temer para os brasileiros neste Natal. É um crime, um assalto à cidadania brasileira. Eles falam que a aposentadoria vai causar colapso e isso é uma mentira, pois, de 2002 a 2014 ela foi superavitária, visto que havia economia aquecida, empregos e um mercado interno forte. O discurso negativista é para beneficiar empresas de aposentadoria privada. É o mercado cobrando de Temer o que foi bancado para a constituição do golpe, no qual foram gastos R$ 27 bilhões para que o então presidente não fosse investigado. Gastam esses recursos para comprar deputados e não podem investir na previdência do país”, denunciou Macedo.

Para o vice-presidente do PT, é preciso que a população vá às ruas para barrar esta reforma. Ele conta que o Partido dos Trabalhadores, o PCdoB e as centrais sindicais estão empenhados para impedir a aprovação da atual proposta. “O problema da previdência não são os trabalhadores e essa mudança só será vigente se não houver mobilização”, complementou.

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Márcio acredita que as agendas propostas por Temer jamais seriam aprovadas caso ele passasse por um processo eleitoral. Além da reforma da previdência que retira conquistas dos trabalhadores, o atual governo está acabando com os direitos dos brasileiros, com a mudança da CLT.

“O Congresso está completamente subserviente e a população está em estado de letargia. Houve um movimento construído pela grande mídia. A Globo chegou a interromper a transmissão de novela para mostrar as manifestações. Houve interdição do projeto que vinha no país de consolidação de políticas do povo. No governo do Lula foi ganha-ganha, todo mundo ganhou. Pobres ascenderam e ricos aumentaram seu patrimônio. Mas as elites brasileiras não querem que o povo seja próximo delas. Sinto falta das panelas batendo. Temer tem 95% de rejeição, mas continua no governo. 89% da população disse que o país está no rumo errado e não tem nenhuma panela batendo na rua”, cobrou. De acordo com o ex-deputado federal, o país também sofre com outras questões, como o aumento da violência, a decadência da educação, e entrega da Eletrobras e do Pré-Sal aos americanos e europeus.

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A caravana
Na entrevista, Márcio também falou sobre a terceira edição da caravana Lula Pelo Brasil, da qual ele é o coordenador. Depois de passar por todos os Estados do Nordeste e por Minas Gerais, a mobilização ocorreu no  Espírito Santo e Rio de Janeiro.  “Sugeri que Lula editasse as caravanas, pois estamos num momento delicado no Brasil. O país está numa crise política e econômica sem precedentes. Por isso, é importante ir para as ruas ouvir o povo. No Nordeste foram 21 dias na estrada. Depois fomos a Minas Gerais. Por último estivemos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.  Neste último estado encerramos a programação oficialmente na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em um ato belíssimo, muito forte, num lugar que é palco tradicional da esquerda, intelectualidade e resistência democrática do país. No dia seguinte, fora da programação oficial da caravana, houve agenda muito boa com mais 400 intelectuais e artistas para discutir um pouco a situação em que o país está”, relatou.

O dirigente do PT acredita que a caravana se configura como um importante instrumento de diálogo de Lula com a população. “É experiência muito virtuosa. E não é pré-campanha. Também não é nada inédito, visto que Lula já fez isso em outras ocasiões”, afirmou Macedo.

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Ainda falando sobre Lula, Marcio ressaltou a importância da candidatura do ex-presidente. “Ele é nosso plano A, B, C e D. Queremos que, na hora que a legislação permitir, ele seja candidato. O ex-presidente é inocente e não há nenhuma prova material contra ele. Estão querendo tirar Lula da eleição porque estão com medo. Querem destruí-lo, mas as pesquisas apontam sua popularidade”, destacou.

Política local
Ainda na oportunidade, Márcio reafirmou seu desejo de disputar uma das vagas de deputado federal por Sergipe e reiterou que o PT tende a se manter como integrante do bloco político liderado atualmente pelo governador Jackson Barreto. Ele disse também que o ex-deputado federal Rogério Carvalho é o nome do PT para compor a chapa majoritária. "Há um consenso dentro do partido pelo nome de Rogério", frisou. O vice-presidente nacional do PT afirmou ainda que a tendência é o vice-governador Belivaldo Chagas se consolidar como o nome do grupo para disputar o governo estadual. "Ele está se comportando como alguém que quer disputar a eleição e liderar este processo. Está dialogando com o povo e com os partidos", avaliou.

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