Lobista do metrô indicava conta no exterior de Serra

O delator Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, deu detalhes sobre o esquema de propinas da empreiteira para o senador José Serra (PSDB) e apontou a participação do conhecido lobista José Amaro Ramos, descrito por Novis como amigo de Serra; delator disse que recebeu das mãos de Ramos "o número da conta para a qual seriam destinados os recursos destinados a José Serra"; o lobista é investigado pelo Ministério Público da Suíça

O delator Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, deu detalhes sobre o esquema de propinas da empreiteira para o senador José Serra (PSDB) e apontou a participação do conhecido lobista José Amaro Ramos, descrito por Novis como amigo de Serra; delator disse que recebeu das mãos de Ramos "o número da conta para a qual seriam destinados os recursos destinados a José Serra"; o lobista é investigado pelo Ministério Público da Suíça
O delator Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, deu detalhes sobre o esquema de propinas da empreiteira para o senador José Serra (PSDB) e apontou a participação do conhecido lobista José Amaro Ramos, descrito por Novis como amigo de Serra; delator disse que recebeu das mãos de Ramos "o número da conta para a qual seriam destinados os recursos destinados a José Serra"; o lobista é investigado pelo Ministério Público da Suíça (Foto: attuch)


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247 - Os detalhes do esquema de propinas da Odebrecht ao senador José Serra (PSDB-SP) foram detalhados pelo delator Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht de 2002 a 2008.

Ele relatou pagamento de propina de R$ 23,3 milhões em 2010, como contrapartida à liberação, pelo governo paulista, de R$ 170 milhões em créditos devidos a uma empresa do grupo Odebrecht, em 2009. Os R$ 29,1 milhões restantes teriam sido transferidos como caixa dois eleitoral para as campanhas de 2002, 2004, 2006, 2008 e 2012, segundo Novis.

A conta onde da propina teria sido fornecida pelo lobista José Amaro Ramos, descrito por Novis como amigo de Serra. O delator disse que recebeu das mãos de Ramos "o número da conta para a qual seriam destinados os recursos destinados a José Serra". Amaro Ramos manteria relação com governo e empresas da França, e teria aproximado a Odebrecht de grupo empresarial daquele país na década de 90, segundo Novis.

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Pedro Novis afirmou também que Amaro Ramos teria sido credenciado pelo próprio José Serra a receber os R$ 4,5 milhões para a campanha eleitoral de 2006 - fato que o tucano nega.

José Amaro Ramos foi citado em investigações que apuram ilícitos em contratos do governo de São Paulo para o Metrô. O nome dele chegou a constar de documentos enviados ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça, que pediu para ouvi-lo. O pedido de oitiva, no entanto, foi esquecido em um escaninho da Procuradoria da República de São Paulo, de acordo com um investigador.

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As informações são de reportagem de André Guilherme Vieira no Valor.  

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