Lixo tóxico: camaçarienses farão protesto na Cetrel

"Ninguém está colocando em xeque a capacidade da Cetrel. O que questionamos – e com razão – é a iminente contaminação e os riscos decorrentes do transporte dessa bomba atômica que estão tentando desovar aqui", afirma a deputada estadual Luiza Maia (PT)

Lixo tóxico: camaçarienses farão protesto na Cetrel
Lixo tóxico: camaçarienses farão protesto na Cetrel (Foto: Divulgação/Luiza Maia)


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Bahia 247

Continua a mobilização quase que unânime para que o município de Camaçari deixe de incinerar lixo tóxico. Cidadãos e representantes da sociedade civil participaram de audiência pública na Câmara Municipal nesta quinta-feira (06) e voltaram a deixar claro que não aceitam o descarte dos resíduos cancerígenos na cidade.

Diante das respostas "evasivas" do diretor da Cetrel Lumina, Marcelo Pestana, segundo a deputada estadual Luiza Maia (PT), a tendência é que os ativistas deem início a uma série de protestos.

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De início, está cogitada uma grande manifestação na porta da Cetrel, a quem cabe fazer a incineração das 760 toneladas do material produzido em São Paulo pela Rhodya. Um dos motivos recentes de revolta é que, após terem ido espontaneamente à Assembleia Legislativa garantir aos parlamentares Bira Corôa e Luiza Maia, ambos do PT, que haviam desistido de vez da operação, os prepostos da companhia vacilaram em manter a posição perante o público e a imprensa.

"O povo veio para cá na expectativa de receber a notícia de que o lixo não será mais queimado. Ninguém está colocando em xeque a capacidade da Cetrel. O que questionamos – e com razão – é a iminente contaminação e os riscos decorrentes do transporte dessa bomba atômica que estão tentando desovar aqui", cobrou Luiza Maia.

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Presente ao encontro, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, contudo, comunicou que o "deslocamento" de produtos químicos é regulamentado por legislação federal.

Outro ponto abordado pelo gestor é que a ALBA pode aprovar uma lei proibindo a entrada de lixo tóxicos provenientes de outras unidades da federação no estado. Por fim, confirmou que a Cetrel está proibida de incinerar o lixo tóxico da Rhodya até que novos testes assegurem que não existe nenhum tipo de risco.

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