Líder do movimento de moradia desconstrói preconceitos sobre as ocupações

Carmen Silva, coordenadora do Movimento sem Teto do Centro (MSTC), relata os percalços de ocupar um prédio; "Quando entramos em um imóvel, não encontramos ali um local em ótimas condições, com uma bela piscina esperando os novos moradores. Na verdade esse prédio está há anos deteriorado e em péssimas condições estruturais, então reerguemos esse local e damos uma nova vida ali, girando a economia local e espantando todos os riscos que um imóvel abandonado pode trazer", esclarece

Carmen Silva, coordenadora do Movimento sem Teto do Centro (MSTC), relata os percalços de ocupar um prédio; "Quando entramos em um imóvel, não encontramos ali um local em ótimas condições, com uma bela piscina esperando os novos moradores. Na verdade esse prédio está há anos deteriorado e em péssimas condições estruturais, então reerguemos esse local e damos uma nova vida ali, girando a economia local e espantando todos os riscos que um imóvel abandonado pode trazer", esclarece
Carmen Silva, coordenadora do Movimento sem Teto do Centro (MSTC), relata os percalços de ocupar um prédio; "Quando entramos em um imóvel, não encontramos ali um local em ótimas condições, com uma bela piscina esperando os novos moradores. Na verdade esse prédio está há anos deteriorado e em péssimas condições estruturais, então reerguemos esse local e damos uma nova vida ali, girando a economia local e espantando todos os riscos que um imóvel abandonado pode trazer", esclarece (Foto: Lais Gouveia)


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TV 247  - O programa Vozes da Resistência desta segunda-feira (9), com o ativista Douglas Belchior, recebeu nos estúdios da TV 247 Carmen Silva, coordenadora do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e Zé Henrique, da Frente Alternativa Preto. Os ativistas destacaram a importância da luta em defesa da moradia e desmistificaram preconceitos a respeito das ocupações.

Zé Henrique destaca em sua fala a importância da luta coletiva. "As metrópoles sempre propõe que a saída seja de forma individual, e o movimento de moradia ensina que a saída é oposta", afirma.  

Carmen Silva esclarece que o processo de gentrificação não é recente. “A narrativa é histórica e o que prevalece é sempre a desigualdade social. O tema da moradia sempre foi uma questão, mas, com a comoção da tragédia anunciada do desabamento do prédio  Wilton Paes de Barros, o tema veio à tona”.

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A ativista, que á natural da Bahia e fugiu de sua terra natal por conta da violência que sofreu do ex-marido, veio para São Paulo com os filhos em busca de moradia e emprego, mas logo encarou uma dura realidade. “A cidade não é só fria pelo concreto, mas sim pela segregação política e social, então, sem oportunidade, tive que morar na rua, no movimento de moradia encontrei a resistência e percebi que meu problema era o mesmo de vários”, relembra. 

Carmen Silva explica o que é a especulação imobiliária na prática. “É um acúmulo de imóveis vazios sem razão social. O dono do imóvel não paga os impostos dos imóveis, e, em algum momento, ele vai terá algum lucro vendendo aquele terreno", esclarece. 

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Após o desabamento do prédio, a imprensa hegemônica relatou que a entidade que coordenava a ocupação no prédio Wilton Paes de Barros cobrava 400 reais dos moradores como aluguel.

Carmen explica que o movimento que ela coordena não cobra aluguel dos moradores das ocupações, “mas eu não posso falar em nome de outras entidades. Quando nos ocupamos um prédio, demora certo tempo para conhecermos quem é quem nas ocupações, por isso pode ocorrer algumas extorsões, como arrecadações que não são permitidas pela coordenação do movimento”, relata. 

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Ela cita o exemplo do Hotel Cambridge como forma de gestão, ocupado em 2013 pela entidade que ela coordena. "Neste local existe um fundo de 200 reais para arrecadação, mas ocorre inadimplência e ninguém pode ser expulso por não conseguir pagar esse valor", informa. 

Carmen relata a situação de ocupar um prédio antigo e abandonado. "Quando entramos em um imóvel não encontramos ali um local em ótimas condições, com uma bela piscina esperando os novos moradores. Na verdade esse prédio está há anos deteriorado e em péssimas condições estruturais, então reerguemos esse local e damos uma nova vida ali, girando a economia local e espantando todos os riscos que um imóvel abandonado pode trazer", esclarece", conclui. 

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