Líder da oposição: "Dilma tem que se pronunciar"
Imbassahy criticou reunião da presidente com Lula e com o marqueteiro João Santana para tomar conselho para conduzir o que já é visto como 'crise generalizada' imposta pelas manifestações; "Não dá para resolver esse problema na lógica da propaganda e do marketing. Até porque o publicitário que estava na reunião não tinha nenhuma titularidade. Ali deveriam estar autoridades da área econômica e ministros temáticos. É um grave erro imaginar que se pode resolver a situação no âmbito do marketing"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Bahia 247
O líder da minoria no Congresso, deputado Antônio Imbassahy, do PSDB, criticou a atitude da presidente Dilma Rousseff de se reunir com o ex-presidente Lula e com o marqueteiro João Santana para se aconselhar para conduzir o que já é visto como 'crise generalizada' imposta pela Movimento Passe Livre nos últimos dias.
"O que é errado é a presidente ter se deslocado para São Paulo para se aconselhar com o ex-presidente Lula tendo ao lado um marqueteiro. Não dá para resolver esse problema na lógica da propaganda e do marketing. Até porque o publicitário que estava na reunião com Dilma e Lula não tinha nenhuma titularidade. Ali deveriam estar autoridades da área econômica e ministros temáticos. É um grave erro imaginar que se pode resolver a situação no âmbito do marketing", disse o tucano em entrevista à rádio CBN Salvador.
Imbassahy afirma que a presidente "deve se pronunciar" sobre as manifestações no. "Se ela não conseguiu até o momento tomar nenhuma atitude efetiva, deve estar tendo muitas dificuldades, porque se espera dela alguma manifestação".
O tucano apoia o movimento e diz que o Congresso não pode ter uma conduta afastada do sentimento popular.
"Grande parte da população não se sente representadas por políticos. O Brasil já mudou a partir dessas manifestações. Esse movimento é contra os partidos políticos de uma maneira geral. Todos eles estão envolvidos. Você não consegue mais distinguir partidos políticos no Brasil. São tantos que você não consegue ver a identidade de cada um. A presidente Dilma tem uma grande responsabilidade de procurar a pacificação, mas essa pacificação só vai acontecer se as pessoas perceberem que existem bons propósitos, boas intenções e determinação de modificar os rumos do país".
O líder da oposição disse ainda na entrevista que considera "plausível" o temor da Fifa em relação aos protestos no Brasil a ponto de cogitar suspender a Copa das Confederações 2013. "Era previsível que isso acontecesse. É uma coisa procedente essa preocupação de todos sobre o que acontece com o Brasil. Esse movimento não está diminuindo. Pelo contrário, está crescendo. A gente está vivendo um momento de inflexão, de modificação nos rumos do país. É um momento histórico que nós estamos vivenciando".
O ex-prefeito de Salvado avalia que a motivação do movimento se dá, principalmente, pela expectativa e depois "frustração" pelo que foi prometido em melhorias em virtude dos preparativos da Copa do Mundo 2014.
"Um país que atrai um evento dessa magnitude se esperava atrair investimentos e transformações que permitissem melhorar a qualidade de vida nessas cidades, o famoso legado da Copa, para fazer hospitais, segurança, mobilidade urbana... Mas no Brasil o que aconteceu foi a construção de estádios e mais nada. O governo federal não pode ser um governo com 39 Ministérios, o que sinaliza desperdício. Não se pode construir um estádio em Brasília gastando mais de R$ 1 bilhão. E depois da Copa? A população vê que não tem dinheiro para saúde e educação".
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247