Legistas e Peritos paralisam os serviços em protesto
Greve da Polícia Civil já dura 11 dias; categoria reivindica aumento salarial de 30% em janeiro de 2013 e mais 30% em janeiro de 2014; Secretaria de Segurança Pública de Goiás questiona legalidade do movimento
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Goiás 247 – Protesto de legistas e peritos começou ao meio-dia de quinta-feira 19. Todos os serviços foram paralisados em todo o estado, as atividades só foram retomadas a meia-noite.
Com a paralisação geral das duas categorias, a Secretaria de Segurança Pública deve entrar na Justiça pedindo a ilegalidade da greve, já que constitucionalmente é necessário manter no mínimo 30% do efetivo trabalhando.
Para o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais e Médicos Legistas de Goiás (Sindperícias), Antônio Carlos Macedo, a radicalização foi necessária para forçar as negociações com o governo estadual.
Sindperícias informou que mesmo com os 30% do efetivo trabalhando, familiares de vítimas de mortes violentas esperam até seis horas para que os corpos sejam retirados dos locais de crimes ou acidentes. A secretaria de Segurança Pública avalia contratar, de modo emergencial, empresas funerárias para recolher corpos das ruas.
O governo ofereceu as quatro categorias de policiais civis em greve (preitos, legistas, agentes e escrivães) uma gratificação por produtividade que varia entre 5% a 20% do salário.
Os grevistas buscam um reajuste de 30% em janeiro de 2013 e mais 30% em janeiro de 2014. Peritos e legistas recebem salário bruto de R$ 5.700, o que corresponde a R$ 4 mil líquido. De acordo com o presidente do sindicato, é 23º pior no ranking nacional das duas categorias.
Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol) informou quecerca de 3,5 mil policiais civis estão em greve. Agentes e escrivães pedem equiparação do piso salarial com o dos policiais civis do Distrito Federal (DF), que recebem em média R$ 7.200. Em Goiás a média salarial é de R$ 2.900.
Com informações do G1.
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