Leão estraçalha Bahia com 5 a 1 na abertura da Arena
Humilhante e histórico são dois dos adjetivos que podem definir a goleada que o Vitória deu no rival naquela que seria a 'casa' do Bahia, no estádio reerguido da antiga Fonte Nova, que já foi palco de glórias para o tricolor; mas a glória deste domingo estava de um lado só, e foi do lado do Leão da Barra; de um lado do campo, um verdadeiro leão com fome de gols; do outro, um Esquadrão de Aço que mal conseguia ficar de pé; o técnico Jorginho anunciou sua saída do Bahia após o jogo
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Os shows das estrelas da música baiana antes do apito inicial pareceu ter inspirado os jogadores do Vitória. Na inauguração da Arena Fonte Nova, o rubro-negro deu uma goleada histórica no arquirrival Bahia por 5 a 1. Os gols do Vitória foram marcados por Renato Cajá, Maxi Biancucchi, Michel, Vander e Escudero. Zé Roberto fez o de honra do Tricolor.
O Bahia começou pressionando muito e obrigando Deola a fazer duas boas defesas nos primeiros seis minutos após finalizações de Adriano. Mas a pressão Tricolor parou por aí. Logo o Vitória começou a se encontrar no jogo e após muito sufoco, a equipe rubro-negra conseguiu inaugurar o placar da Fonte Nova: quando Neto derrubou Mansur dentro da área e o árbitro assinalou pênalti. Renato Cajá cobrou com categoria e marcou o primeiro gol da Arena. O Vitória foi para o vestiário com a vantagem de 1 a 0.
Para a etapa final, as duas equipes voltaram sem alterações, mas dessa vez, quem começou atacando foi o Vitória e logo aos cinco minutos de jogo Maxi Biancucchi ampliou com um belo gol. No minuto seguinte, Obina tentou diminuir: recebeu belo passe da esquerda e balançou a rede de Deola, impedido. Apesar da tentativa do Bahia, quem marcou, mais uma vez, foi o Vitória com o volante Michel.
O Tricolor conseguiu diminuir com Zé Roberto. Cinco minutos após entrar no lugar de Adriano, o atacante marcou o seu primeiro gol na temporada e o de honra do Bahia no clássico. Mas, apesar do gol, o Vitória não recuou e conseguiu marcar mais duas vezes: primeiro com Vander, ex-Bahia e aos 39 com Escudero, fechando a goleada no primeiro Ba-Vi da Fonte Nova, sete anos após o fechamento do estádio.
Ficha Técnica
Bahia 1 x 5 Vitória
Data: 7/4/2013
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO)
Auxiliares: Adson Márcio Lopes Leal (BA) e José Raimundo Dias da Hora (BA)
Cartões Amarelos: Fahel (BAH), Adriano (BAH), Luís Alberto (VIT) e Escudero (VIT)
Gols: Renato Cajá, aos 41'/1ºT (0-1); Maxi Biancucchi, aos 5'/2ºT (0-2); Michel, aos 12'/2ºT (0-3); Zé Roberto, aos 21'/2ºT (1-3); Vander 29'/2ºT (1-4) e Escudero, aos 39'/2ºT (1-5)
Bahia: Marcelo Lomba (Omar); Neto, Titi, Danny Morais e Magal; Diones, Fahel, Hélder e Paulo Rosales (Anderson Talisca); Adriano (Zé Roberto) e Obina
Técnico: Jorginho
Vitória: Deola; Nino Paraíba, Victor Ramos, Gabriel Paulista e Mansur; Michel (Edson Magal), Luís Alberto, Renato Cajá (Marquinhos) e Escudero; Maxi Biancucchi (Vander) e Dinei
Técnico: Caio Junior
Jorginho pediu para sair
Jorginho não resistiu à goleada histórica e deixou o comando do Bahia. Na coletiva após a partida, Jorginho afirmou que o elenco não foi problema e ele não ''perdeu'' o comando de ninguém.
"Perdi mão de ninguém. Tem horas que é como avião: acontecem as turbulências e não dá para controlar. Não vale a pena buscar culpado. Jogadores aqui são gente boa, profissionais. Eles que tiraram o Bahia da situação ano passado. Não dá para ficar também toda hora martelando. Acho que foi uma noite feliz do Vitória e infeliz do Bahia. Hoje o futebol infelizmente não tem muita diferença de um time para o outro. Tem poucos times como Corinthians, Atlético-MG, Fluminense. Mas o Vitória também tem um bom time", disse o treinador.
Perguntado se o time não recebeu reforços o suficiente, Jorginho retrucou o jornalista e disse não estar reclamando de nada: "Não estou reclamando de nada. Não vamos colocar palavras na boca dos outros".
Em sua passagem de sete meses e dez dias pelo Bahia, Jorginho conseguiu livrar o Bahia do rebaixamento do Brasileirão do ano passado, mas fracassou na disputa da Copa do Nordeste deste ano. Em 29 jogos, foram 11 vitórias, dez empates e oito derrotas no comando do Tricolor, o que gera um aproveitamento de 49%.
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