Lacerda vai à Justiça para barrar CPI PBH Ativos, diz vereador
O TJMG concedeu liminar ao ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) para a suspensão da CPI PBH Ativos S/A, empresa criada em 2011 durante sua gestão; a CPI tem como principal objetivo investigar e apurar possíveis irregularidades nas ações e a falta de transparência da empresa; a alegação do ex-prefeito para paralisar a CPI da PBH Ativos foi de que os vereadores Pedro Patrus (PT) e Gilson Reis (PC do B) foram oposição ao seu governo e, por isso, teriam como principal propósito macular sua imagem; "A grande pergunta é: qual é o medo do ex-prefeito Marcio Lacerda e o que não pode ser investigado pela CPI? Ninguém tem o direito de não ser investigado, ainda mais um homem público", disse Patrus
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Minas 247 - O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu na sexta-feira (28) liminar ao ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) para a suspensão da CPI PBH Ativos S/A, empresa criada em 2011 durante sua gestão. A CPI, aprovada em maio deste ano, tem como principal objetivo investigar e apurar possíveis irregularidades nas ações e a falta de transparência da empresa. Entre os indícios de irregularidades estão a transferência de valores do patrimônio público dos cofres do município para a PBH Ativos. Foram transferidos para integralizar o capital da PBH Ativos recursos da ordem de R$ 1 bilhão. A alegação do ex-prefeito para paralisar a CPI da PBH Ativos foi de que os vereadores Pedro Patrus (PT) e Gilson Reis (PC do B) foram oposição ao seu governo e, por isso, teriam como principal propósito macular sua imagem.
O vereador Pedro Patrus lembra que já havia entrado com pedidos para essa investigação durante o governo passado, mas o ex-prefeito tinha a maioria na Câmara e a CPI foi barrada. Agora, cumprindo o papel de investigar esses indícios de irregularidades, os vereadores foram surpreendidos com essa decisão.
"O ex-prefeito e a Justiça estão impedindo que façamos o nosso trabalho. Hoje paralisaram a CPI, mas amanhã pode ser qualquer ação da Câmara Municipal. A grande pergunta é: qual é o medo do ex-prefeito Marcio Lacerda e o que não pode ser investigado pela CPI? Ninguém tem o direito de não ser investigado, ainda mais um homem público".
Patrus afirma que a CPI não tem como foco a imagem do ex-prefeito Marcio Lacerda, e sim, investigar todas as ações efetuadas pela empresa, com o objetivo de responder à população de Belo Horizonte sobre possíveis irregularidades.
"Queremos investigar essa empresa que recebeu dinheiro público em seu capital social. Recursos do Drenurbs, que poderiam evitar enchentes em nossa cidade, recorrente em época de chuvas, no saneamento do Córrego Tamboril ou para resolver problemas da Lagoa da Pampulha estão no caixa da PBH Ativos. Queremos transparência e dar o direito à população de Belo Horizonte de saber tudo o que está sendo feito com o dinheiro público", alegou Patrus.
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