Lacerda diz que Patrus era "só elogio até 30 de junho"
"Infelizmente a política é assim. Até 30 de junho eu era o melhor prefeito do Brasil. Você não se candidata a ser vice na chapa de alguém numa administração que você acha que a saúde está um caos", disse o prefeito candidato à reeleição em debate nesta terça
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Minas 247
Os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) e Patrus Ananias (PT) se enfrentaram em debate nesta terça-feira (25) no Colégio Marista Dom Silvério, ao lado da candidata Vanessa Portugal (PSTU), e a saúde foi um dos pontos que mais provocou troca de acusações.
Vanessa Portugal criticou o fato de esta nunca ter sido uma área prioritária para sucessivos governos. "A obra da Savassi dava para ter construído nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) como no modelo de Venda Nova. BH é uma cidade rica. Dava para fazer a obra da Savassi e as UPAs. Mas caso não desse, não era o caso de a saúde ser a prioridade?", questionou.
Depois de considerar a saúde de Belo Horizonte abandonada, Patrus Ananias afirmou que recursos do governo federal liberados para a implantação de seis UPAs na capital mineira não foram aplicados. "Recursos que foram liberados em 2009, 2010. Fica claro o descompromisso do nosso adversário e da atual administração de BH com as questões sociais".
Ao defender o sistema de saúde, Marcio Lacerda não deixou por menos. Considerou as críticas de Patrus "eleitoreiras". Acusando o adversário de ter tentado ser vice em sua chapa antes do rompimento entre PT e PSB, Lacerda afirmou: "Infelizmente a política é assim. Até 30 de junho eu era o melhor prefeito do Brasil. Você não se candidata a ser vice na chapa de alguém numa administração que você acha que a saúde está um caos".
Marcio Lacerda reclamou, pela primeira vez, reclamou da herança de Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito que, ao lado do ex-governador Aécio Neves (PSDB), o elegeu em 2008. Segundo o prefeito, uma UPA construída no governo Pimentel, na regional Oeste, tomou "bomba" na prestação de contas realizada junto ao Ministério da Saúde. "Iniciou-se uma tomada de contas especial e tivemos de devolver R$ 1,5 milhão. E durante um bom período todas as contas da PBH ficaram travadas em Brasília em função do problema dessa UPA", revelou.
Em seguida, indagou: "E por quê? Porque se fez a toque de caixa, sem projeto adequado, aí aparece aditivo, a área técnica do Ministério não concorda com o aditivo. Então uma coisa que fizemos em nossa gestão, é só iniciar uma obra com projeto executivo bem feito, com recurso assegurado, não se pode improvisar na engenharia".
Patrus rebateu a afirmação de que quis ser vice de Lacerda. Disse que assim como outros, não apoiou a candidatura de Marcio Lacerda em 2008 e não participou de seu governo.
A doze dias das eleições, o clima entre as campanhas é tenso.
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