Lacerda defende venda de imóveis públicos na capital
Intenção da prefeitura é vender 91 terrenos públicos e precisa da aprovação dos vereadores. Ainda não há, porém, consenso entre os parlamentares. Projeto que autoriza o executivo a realizar a venda segue em tramitação na Câmara Municipal
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Minas 247 – O prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda defendeu a venda de 91 imóveis da prefeitura e criticou vereadores da oposição contrários ao projeto. Segundo Lacerda o dinheiro arrecadado com a venda dos terrenos será aplicado na construção de casas populares.
Confira matéria da jornalista Larissa Arantes, do jornal O Tempo
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), rebateu, ontem, críticas dos vereadores ao projeto de lei que coloca à venda 91 imóveis da capital. "Tem vereador que está fazendo um trabalho de destruição para evitar que a gente consiga recursos para aplicar na habitação e, depois, dizer que a prefeitura não trabalha em favor da habitação", alfinetou.
A afirmação foi feita durante o evento de lançamento da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, no parque Municipal, região central de Belo Horizonte.
A proposta tem causado polêmica na Câmara. Vereadores alegam que alguns terrenos estão abaixo do preço de mercado e com problemas de identificação dos endereços. A prefeitura chegou a retirar o projeto de pauta diversas vezes, e, no último substitutivo enviado ao Legislativo, foram excluídos 34 terrenos, restando 91 dos mais de 120 que estavam previstos na proposição original. Os recursos obtidos com a venda irão para o Fundo Municipal de Habitação para viabilizar a construção de casas populares.
"Na realidade, terreno você estabelece um preço mínimo e vai para leilão. Quem achar que deve pagar mais, paga mais. E não é fácil isso e nem se pode vender terrenos de uma só vez porque joga preço para baixo", justificou o prefeito.
Na última semana, diversos parlamentares se manifestaram sobre o projeto e cobraram que o líder de governo, Tarcísio Caixeta (PT), retirasse o texto de tramitação.
Na quarta-feira, o petista chegou a anunciar que tiraria a proposta de pauta, mas o projeto continuou a ser incluído na ordem do dias das reuniões seguintes. Ainda assim, Caixeta garantiu: "só será votado se houver consenso na Casa".
O projeto também teria sido motivo para que o Executivo exonerasse indicados do vereador Sérgio Fernando (PV), que se manifestou contrário à venda dos imóveis. O líder de governo, no entanto, evitou vincular as exonerações ao desentendimento
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