Justiça ouve testemunhas de defesa de Cachoeira
Após agilizar depoimentos de acusação, iniciados ontem, juiz Alderico Rocha passa a ouvir o outro lado; contraventor tem grandes chances de ser levado ainda hoje para a Papuda, em Brasília, sem dizer uma palavra
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Goiás247 - Sem a certeza de que conseguirá ouvir o contraventor Carlinhos Cachoeira ainda hoje, a Justiça Federal em Goiás concluiu no início da tarde desta quarta-feira (25) a série de oitivas iniciada ontem com as quatro testemunhas de acusação indicadas pelo Ministério Público Federal no processo da Operação Monte Carlo. No início da tarde, começaram a ser ouvidas as cinco testemunhas de defesa do cachoeiragate. Advogados atenderam apelo do juiz da Alderico Rocha Santos e dispensaram a metade das 10 preliminarmente indicadas.
O juiz conseguiu agilizar os dois primeiros depoimentos do dia, quando foram ouvidos os agentes da PF Renato Pereira Peixoto, que tinha como função analisar as interceptações de conversas de Cachoeira para elaborar relatórios, e Daniel Guerra Ferreira, que era responsável pela análise do material apreendido nas casas dos acusados. Mas Alderico Rocha Santos tem pela frente o impasse que pode levar Cachoeira de volta ao presídio da Papuda sem pronunciar uma só palavra. Em entrevista, ele declarou que não tem como garantir a segurança do bicheiro em Goiânia por mais um dia.
Além do tempo exíguo que teima em favorecer o silêncio de Carlinhos Cachoeira na sua estada em Goiânia perante a Justiça Federal, há ainda a própria imposição do comando do presídio da Papuda, de Brasília, que exige a volta de seu prisioneiro ainda nesta quarta-feira. Além das cinco testemunhas de defesa que estavam arroladas, para hoje ainda estavam previstos os depoimentos de sete réus: bicheiro Carlinhos Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, Idalberto Matias de Araújo, o Dada, José Olímpio de Queiroga Neto, Lenine Araújo de Souza, Raimundo Queiroga e Wladmir Garcez.
Ou seja, será impossível ouvir cinco testemunhas de defesa e mais sete réus, num total de 12 personagens num curto espaço de tempo. Carlinhos Cachoeira somente seria ouvido se houvesse uma inversão na pauta, mas os advogados de defesa não permitiriam.
Enquanto isso, o cenário da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia hoje foi de bate-boca. Advogados de defesa tentaram o tempo todo desqualificar as duas testemunhas de acusação, os agentes da PF Renato Pereira Peixoto e Daniel Guerra Ferreira. A estratégia foi elaborar perguntas de alto teor técnico para demonstrar que os agentes não estavam preparados para atuar nas complexas missões que resultaram na queda de Cachoeira em 29 de fevereiro de 2012, quando foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, que desarticulou a organização que explorava máquinas de caça-níquel no Estado de Goiás por 17 anos. Foram ainda detidos outros 34 envolvidos. Além disso, o Ministério Publico Federal denunciou outros 81 suspeitos.
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