Justiça mantém embargo a terminal da Petrobras
Liminar que autorizava construção do Terminal de Regaseificação da Bahia, nas proximidades da Ilha dos Frades, foi cassada pela segunda vez; Prefeitura de Salvador espera receber até amanhã proposta para compensação dos impactos da construção; "A Petrobras não queria conversar, mas agora se comprometeu a apresentar uma proposta que compense os danos", diz o secretário municipal de urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia
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Bahia 247
O Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) cassou pela segunda vez a liminar que autorizava a Petrobras a dar continuidade à construção do Terminal de Regaseificação da Bahia, nas proximidades da Ilha dos Frades, ainda dentro do território de Salvador. Interdição foi pedida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan).
A Prefeitura de Salvador espera receber até esta sexta-feira uma proposta da estatal para compensação dos impactos da construção. Embora decidido a embargar as obras, o secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, afirmou ter mudou de postura após ser procurado por representantes da Petrobras na semana passada.
"Os prejuízos não são desejáveis, e a Petrobras não queria conversar, mas agora se comprometeu a apresentar uma proposta que compense os danos ambientais, culturais e o impacto na vida da população da região", disse o secretário em entrevista ao jornal A Tarde.
Aleluia afirmou ainda que a prefeitura só se posicionará sobre a obra após apresentação da contrapartida da Petrobras. Localizada a quatro quilômetros da Ilha dos Frades, a obra está em fase final.
Para Aleluia, as ideias da Petrobras até então ainda são preliminares. "Estamos trocando propostas, mas a população não será prejudicada".
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