Justiça manda ex-médico Roger Abdelmassih de volta para a prisão

Atendendo a pedido do Ministério Público, o desembargador José Raul Gavião de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, revogou a prisão domiciliar concedida pela juíza Sueli Armani ao ex-médico Roger Abdelmassih; de acordo com o pedido do Ministério Público, não há impeditivos para que Abdelmassih, acusado de estuprar 37 pacientes, não possa ser medicado na cela; defesa havia alegado motivo de doença no pedido de liberdade

Abdelmassih
Abdelmassih (Foto: Charles Nisz)


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SP 247 - A prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih vai durar apenas uma semana. O desembargador José Raul Gavião de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, cassou por meio de uma liminar a concessão de prisão domiciliar dada pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Penais de Taubaté. A liminar atende a pedido do promotor Luiz Marcelo Negrini.

Com a decisão do desembargador, Abdelmassih, condenado por estuprar 37 pacientes em sua clínica de reprodução humana, voltará à penitenciária de Tremembé. Na sentença, o desembargador alega que "o laudo médico que a juíza usou para basear o benefício dado ao ex-médico não deixa claro que ele só tem condições de ser tratado em casa".

Pelo contrário, segundo o cardiologista Lamartine Cunha Ferraz, Abdelmassih pode tomar os seus remédios em qualquer lugar, inclusive na cela. “Não me compete dizer onde ele deveria ser tratado.

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O que fiz foi uma análise da cardiopatia, que é uma doença grave, mas que pode ser tratada com medicação. Apenas falei que ele deve ser tratado em qualquer lugar onde possa receber o medicamento adequado, na dose e no horário certos”, declarou o médico, no laudo usado pelo promotor para revogar a prisão domiciliar.

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