Justiça barra Organizações de Saúde em Aracaju
Decisão é da juíza Simone Fraga e é um baque no principal projeto para a saúde de Aracaju da gestão João Alves Filho (DEM); “o que estão fazendo os atuais gestores, uma vez que possuem recursos para atuar na situação fim que é promover os serviços de saúde? Os problemas da saúde não estão na falta de recursos, mas no gerenciamento desses recursos. A mim, a resposta não está na terceirização”, afirma juíza
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Sergipe 247 – A juíza Simone Fraga determinou nesta quarta-feira (19) que a Prefeitura de Aracaju não repasse a responsabilidade do gerenciamento e execução dos serviços de saúde das unidades de pronto-atendimento Nestor Piva (Zona Norte) e Fernando Franco (Zona Sul) para “pessoa jurídica de direito privado”, a organização social (OS). A decisão é um baque no principal projeto da atual administração para o setor de saúde. A ação foi movida pelo Ministério Público Estadual.
Na decisão, a juíza Simone Fraga, da 3ª Vara Cível, afirma que a situação da saúde tem se agravado, mas não vê nas OS a solução para o problema. Ela questiona a finalidade de se transferir a responsabilidade da gestão dos serviços de saúde para uma organização social, uma vez que continuará gerando ônus para o município.
Ela faz um questionamento extremamente crítico e cabível: “O que estão fazendo os atuais gestores, uma vez que possuem recursos para atuar na situação fim que é promover os serviços de saúde? Os problemas da saúde não estão na falta de recursos, mas no gerenciamento desses recursos. A mim, a resposta não está na terceirização”. A informação foi divulgada pelo jornalista Evenilson Santana, do programa de rádio "Liberdade Sem Censura".
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