Justiça absolve ex-chefe da Interpol em SP
A Justiça Federal absolveu o delegado de Polícia Federal Marcelo Sabadin no processo em que ele era acusado de ligação com esquema de cobrança de propinas de comerciantes árabes e chineses na Rua 25 de Março, no centro da capital, em troca da liberação da venda de produtos falsificados e contrabandeados; Sabadin virou réu, depois de ser alvo da Operação Insistência, deflagrada em 2009, e que reuniu dados de quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal de um grupo de policiais federais sob suspeita; ele foi apontado por delatores como um dos "mentores" do esquema
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SP 247 - A Justiça Federal absolveu o delegado de Polícia Federal Marcelo Sabadin no processo em que ele era acusado de ligação com esquema de cobrança de propinas de comerciantes árabes e chineses na Rua 25 de Março, no centro da capital, em troca da liberação da venda de produtos falsificados e contrabandeados. O Ministério Público Federal pode recorrer.
Sabadin virou réu, depois de ser alvo da Operação Insistência, deflagrada em 2009, e que reuniu dados de quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal de um grupo de policiais federais sob suspeita. Três agentes da Delegacia Fazendária da PF foram foram presos em consequência de um flagrante de um empresário chinês que levava nas cuecas dinheiro de propina, de acordo com informações publicadas pelo blog do Fausto Macedo.
Depois de confessarem os crimes, em acordo de delação premiada em junho de 2011, policiais envolvidos no esquema acusaram o então chefe da Interpol em São Paulo, delegado Marcelo Sabadin, de ter "participação na ação criminosa e favorecimento por meio de propinas". Ele, que dirigiu a Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, foi apontado como um dos "mentores" do esquema durante o processo.
O Ministério Público denunciou Sabadin pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha e violação de sigilo funcional.
De acordo com o advogado Leonardo Pantaleão, do escritório Pantaleão Sociedade de Advogados, responsável pela defesa de Sabadin, "a decisão da Justiça, após cinco anos do início da ação, precisa ser basilar para que haja maior reflexão sobre a insegurança jurídica e os devidos cuidados técnicos necessários ao se aceitar delações de criminosos como verdades inquestionáveis, com todos os danos que elas podem gerar", declarou.
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