Juiz vai ouvir IML sobre saúde de Maluf antes de decidir sobre prisão domiciliar

O juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Bruno Aielo Macacari, deu nesta quarta-feira prazo de dez dias para que o Instituto Médico Legal de Brasília e a Penitenciária da Papuda respondam a 32 novos questionamentos elaborados pela defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) sobre seu quadro de saúde e se o presídio tem condições de atender às demandas médicas do político, caso ele seja mantido preso; "Relego a decisão acerca da prisão domiciliar para momento posterior às elucidações pertinentes e às eventuais impugnações a serem feitas pela defesa", diz o juiz

Member of Brazil's Lower House of Congress Paulo Maluf (2nd R) is escorted by Federal Police as he leaves the Medical Legal Institute in Sao Paulo, Brazil December 20, 2017. REUTERS/Leonardo Benassatto
Member of Brazil's Lower House of Congress Paulo Maluf (2nd R) is escorted by Federal Police as he leaves the Medical Legal Institute in Sao Paulo, Brazil December 20, 2017. REUTERS/Leonardo Benassatto (Foto: Romulo Faro)


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Ivan Richard Esposito - repórter da Agência Brasil

O juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Bruno Aielo Macacari, deu hoje (27) prazo de dez dias para que o Instituto Médico Legal (IML) de Brasília e a Penitenciária da Papuda respondam a 32 novos questionamentos elaborados pela defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) sobre o quadro de saúde dele e se o presídio tem condições de atender as demandas médicas do político, caso ele seja mantido preso.

A decisão do juiz sobre o pedido da defesa para que Maluf cumpra a pena em prisão domiciliar vai depender das respostas a serem dadas pelos dois órgãos.

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"Relego a decisão acerca da prisão domiciliar para momento posterior às elucidações pertinentes e às eventuais impugnações a serem feitas pela defesa", diz trecho do despacho.

O pedido da defesa de Maluf foi apresentado um dia após a divulgação do laudo da perícia médica feita pelo IML de Brasília, que concluiu que o deputado tem problemas graves de saúde, mas pode permanecer preso, desde que receba tratamento adequado. A defesa alega que Maluf não tem condições de ficar preso, porque sofre de câncer de próstata, problemas cardíacos e na coluna, além de hérnia de disco.

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Até o final do prazo para enviar respostas às perguntas dos advogados de Maluf, o juiz determinou que a direção da Papuda instale suportes e barras de proteção na cela do deputado, para facilitar sua locomoção e evitar acidentes.

Em nota divulgada hoje, os advogados do deputado e ex-prefeito se São Paulo afirmam que, apesar de a perícia do IML reconhecer que o Maluf está acometido de câncer de próstata e severo problema de coluna, "ignorou que o parlamentar igualmente sofre de doença cardiovascular, apesar de descrito no histórico médico e presente nos exames complementares do paciente, sendo responsável por pelo menos cinco dos medicamentos de que faz uso".

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Para a defesa, o problema cardíaco de Maluf o coloca "mais agudamente em risco a vida" e requer estrutura específica de atendimento de urgência.

Prisão

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Maluf se apresentou à Polícia Federal em São Paulo na quarta-feira passada (20), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin expedir mandado de prisão contra ele. No dia seguinte ele foi transferido para Brasília, onde está preso.

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