Juiz suspeito de ser aliado de Cachoeira será julgado
Tribunal Regional do Trabalho de Goiás realiza no próximo dia 26 o julgamento do processo disciplinar para apurar suspeitas de envolvimento do juiz Júlio César Cardoso de Brito com o grupo de Cachoeira; magistrado teria ganhado de aliados do contraventor presentes e até viagens para exterior
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Goiás 247_ O Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (18ª Região) realizará no próximo dia 26 o julgamento do processo disciplinar para apurar as suspeitas de envolvimento do juiz Júlio César Cardoso de Brito com membros de organização ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira.
A sessão será pública, conforme os termos da Resolução nº 135 do Conselho Nacional de Justiça. A informação é do jornalista Frederico Vasconcelos, na coluna Interesse Público da Folha de S.Paulo.
O juiz é suspeito de receber presentes ou promessas de benefícios, como ingressos para eventos artísticos, pacotes turísticos e um carro de luxo (Citroen C4 Pallas), que teria sido parcialmente pago com recursos da organização criminosa. Cardoso de Brito afirma que conhecia Cachoeira, mas só de forma superficial.
O processo inclui 77 ligações interceptadas pela polícia, em que o magistrado conversa com um dos braços direitos de Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, a quem Brito trata como “irmão”.
Nas conversas, o juiz discute situação de empresas com ações trabalhistas no TRT de Goiás, entre elas o laboratório Vitapan, controlado pelo grupo de Cachoeira, a distribuidora de medicamentos JC, de um irmão do empresário, e a Ideal Segurança.
Há suspeitas de que uma viagem do magistrado a Buenos Aires foi patrocinada por Gleyb. Numa das conversas gravadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, um operador de Cachoeira discute com Brito a encomenda de um computador que o empresário traria para ele de Miami (EUA).
O juiz afirma que não atuou no julgamento de ações de interesse das empresas. Brito alegou em sua defesa nos autos que não houve qualquer influência sua no julgamento de processos.
Brito garante que mantinha convívio social com Gleyb e com o delegado da PF (afastado das funções) Deuselino Valadares dos Santos, não chegando a amizade íntima ou a algum vínculo de negócios.
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