Juiz manda fechar cartório temendo sumiço de provas
O atual juiz de Monte Santo, Luis Roberto Capio, mandou fechar os cartórios de registro civil e da vara criminal locais por receio de que possíveis provas desapareçam ou sejam adulteradas; pelo menos mais quatro crianças do município do nordeste baiano podem ter sido levadas com documentos falsos por uma quadrilha de tráfico de crianças que atua há cinco anos na região; caso quase concreto até agora é o que envolve o juiz Vitor Bizerra, responsável pela adoção de cinco crianças de uma mesma família a casais de São Paulo
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Bahia 247
O atual juiz de Monte Santo, Luis Roberto Capio, mandou fechar os cartórios de registro civil e da vara criminal locais por receio de que possíveis provas desapareçam ou sejam adulteradas. Pelo menos mais quatro crianças do município do nordeste baiano podem ter sido levadas com documentos falsos por uma quadrilha de tráfico de crianças que atua há cinco anos na região.
De acordo com as investigações, as falsificações podem ter sido feitas no fórum da Comarca local, onde um casal teve os cinco filhos tirados à força de casa e entregues para famílias em São Paulo. O magistrado não descarta uma infiltração da quadrilha no serviço público.
Mães de famílias pobres, com pouca instrução, baixa ou nenhuma escolaridade, solteiras de preferência, seriam os alvos da quadrilha. Uma das vítimas mora em uma casa na zona rural de Monte Santo.
Mulheres da cidade dizem ter sido enganadas por agenciadores e nunca mais terem visto seus filhos. Duas mulheres apontadas pelas vítimas como intermediadoras negam participação no esquema.
Caso quase concreto até agora é o que envolve o juiz Vitor Bizerra, responsável pela adoção de cinco crianças de uma mesma família a casais de São Paulo enquanto esteve à frente da comarca. Ele desmentiu as acusações de que teria feito os procedimento sem autorização da família e disse que a mãe das crianças é usuária de drogas e prostituta, enquanto que o pai, segundo o magistrado, pratica "delitos sexuais".
Em entrevista ao jornal A Tarde publicada nesta terça, o promotor que responde pela comarca de Monte Santo, Luciano Tacques Ghignone, disse que três dos cinco processos de retirada das crianças da guarda dos pais e de entrega a famílias paulistas, no ano passado, não passaram pelo Ministério Público, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ele informou que diversas irregularidades em atos do juiz Vitor Bizerra foram encontradas. "O MP não teve conhecimento. Não tinha como questionar as medidas até então adotadas. Nos outros que o MP tomou conhecimento, realizou alguns requerimentos que não foram atendidos", disse o promotor.
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