Joaquim de Carvalho: as semelhanças entre delação de Valério e a Lista de Furnas
"A delação do publicitário Marcos Valério é uma oportunidade para questionar: por que o mensalão do PSDB, anterior ao do PT, não teve ainda nenhuma condenação em definitivo?", indaga Joaquim de Carvalho, que aponta semelhanças entre os dois casos
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Por Joaquim de Carvalho, no Diário do Centro do Mundo
A delação do publicitário Marcos Valério é uma oportunidade para questionar: por que o mensalão do PSDB, anterior ao do PT, não teve ainda nenhuma condenação em definitivo?
Eduardo Azeredo, que foi governador de Minas Gerais e presidiu o PSDB, teve uma condenação em primeira instância, mas recorreu, e o julgamento, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, está marcado para agosto – não se surpreenda se for adiado.
Às vésperas de Azeredo completar 70 anos de idade, alguns crimes terão seu tempo de prescrição reduzido à metade.
Ao mesmo tempo em que o julgamento foi marcado, Marcos Valério contou à PF mais detalhes sobre como criou e operou o esquema de desvio de verbas de publicidade do governo de Minas Gerais.
Suas revelações não entrarão no processo de Azeredo, de resto bem fornido de documentos e testemunhos, aceitos na primeira instância como provas da culpa do ex-presidente do PSDB.
Como indicam trechos da delação de Marcos Valério já tornados público, outras autoridades podem ser comprometidas e a quantidade de lama sobre Aécio pode aumentar.
Mas, como aconteceu em outros momentos em que uma investigação avança sobre um universo onde a sigla PT não aparece, forças de sempre começam a desqualificá-los.
A Folha de S. Paulo publica hoje, em sua coluna Painel, algumas notas sobre a contabilidade do caixa administrado por Marcos Valério. E cita o caso de Gilmar Mendes, que aparece em algumas planilhas, como beneficiário de dinheiro sujo.
Confira a íntegra do texto no DCM.
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