João Paulo quer PT independente do PSB
O deputado federal, João Paulo (PT), declarou que prefere o Partido dos Trabalhadores como uma legenda “independente” na gestão do prefeito eleito da cidade do Recife, Geraldo Júlio (PSB); o parlamentar, que foi vice do candidato petista Humberto Costa nestas eleições, também disse que a retomada do equilíbrio interno do partido não passa necessariamente por uma renovação das lideranças atuais
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Leonardo Lucena_PE247 – O deputado federal, João Paulo (PT), declarou que prefere o Partido dos Trabalhadores como uma legenda “independente” na gestão do prefeito eleito, Geraldo Júlio (PSB). Segundo o congressista, a legenda ainda não definiu que posição tomará daqui para frente. O parlamentar, que foi vice do candidato petista Humberto Costa nestas eleições, também disse que a retomada do equilíbrio interno do partido não passa necessariamente por uma renovação das lideranças atuais.
“Ainda não definimos qual posição o partido vai tomar”, declarou João Paulo sobre se o PT apoiará ou não a gestão municipal do PSB a partir do próximo ano. Porém, o deputado não escondeu sua preferência pela independência e deu a entender que esta posição não trará dificuldades na relação do PT com os demais partidos, sobretudo os da Frente Popular. “Tivemos um projeto importante para a cidade. Acho que nesse momento é importante a independência”, acrescentou. A postura definitiva a ser adotada pelo Partido dos Trabalhadores será conhecida após a reunião com o Diretório Nacional, nos dias 7 e 8 de dezembro, na qual se fará uma avaliação sobre o desempenho do partido nestas eleições.
A discussão se o PT atuará de forma independente ou não do bloco governista se deve ao fato de que, após o lançamento da candidatura do Geraldo Júlio pelo governador Eduardo Campos (PSB), os petistas se mostraram ressentidos, uma vez que as duas legendas são aliadas históricas. O chefe do Executivo estadual chegou a ser chamado de “traidor”. Terminada a eleição, com a vitória dos socialistas derrotando 12 anos de hegemonia petista à frente do Executivo recifense, uma ala do Partido dos Trabalhadores não pretende apoiar a Frente Popular, palanque do prefeito eleito, na próxima legislatura.
Que o PT recifense ainda vive sob instabilidade interna não é novidade. Para agravar ainda mais a situação, a possibilidade de expulsão do prefeito João Costa da legenda e os desafetos entre ele, o senador Humberto Costa e João Paulo marcam um cenário sem previsão para acabar. E em novembro de 2013 haverá o Processo de Eleições Diretas (PED) com o objetivo de renovar os quadros da executiva e do diretório petistas, tanto em nível estadual como municipal.
Sobre este assunto, João Paulo diz achar estranho as filiações em massa que estão acontecendo com vistas para o PED. Segundo ele, o número está acima da média do país. As informações dão conta de que a maioria desses militantes é simpática ao prefeito João da Costa. Ou seja, mesmo deixando a prefeitura neste ano, o gestor pode ter um grande contingente de pessoas a seu favor. Caso isso se comprove, significa que pode haver mais um racha no final do ano que vem. Diante deste imbróglio, só resta ao PT esperar por uma “luz no fim do túnel” rumo à união interna da legenda. É esperar para ver.
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