João Paulo impõe condição para PT apoiar PSB
Uma das maiores lideranças petistas em Pernambuco, o deputado Federal João Paulo, voltou a defender que o partido não lance candidato próprio para disputar a sucessão do governador e virtual candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), em 2014; para ele, a legenda deve apoiar o candidato indicado por Campos e, em sua opinião, o melhor nome para ocupar o cargo é o do vice-governador João Lyra Neto, que negocia a sua saída do PDT para o PSB; o parlamentar, porém, coloca uma condição: a manutenção do alinhamento do PSB junto ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e o apoio de Campos à sua reeleição
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Paulo Emílio_PE247 - Uma das maiores lideranças petistas em Pernambuco, o deputado Federal João Paulo, voltou a defender que o partido não lance candidato próprio para disputar a sucessão do governador e virtual candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), em 2014. Para ele, a legenda deve apoiar o candidato indicado por Campos e, em sua opinião, o melhor nome para ocupar o cargo é o do vice-governador João Lyra Neto, que negocia a sua saída do PDT para encorpar as fileiras do PSB. Apesar da defesa, o parlamentar coloca uma condicionante para isso: a manutenção do alinhamento do PSB junto ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e o apoio de campos à sua reeleição. Parte do PT, contudo, avalia que o partido deve lançar um candidato próprio, evidenciando o racha interno existente no diretório estadual.
"João (Lyra) assume o Governo, é um excelente quadro e poderia muito bem ter o nosso apoio, o apoio do PT", disse o deputado em entrevista à Rádio Capibaribe. A mesma posição é defendida pelo ex-prefeito do Recife, João da Costa, que tem no parlamentar o seu maior desafeto político. João da Costa também defende a manutenção da aliança entre PT e PSB.
Atualmente, mesmo estremecida pela possibilidade de Campos se lançar oficialmente rumo ao Planalto, o PSB ocupa cargos e possui dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria Especial de Portos) junto ao Governo Federal. Já o PT ocupa várias secretarias estaduais e também faz parte da administração da capital pernambucana, controlada pelo PSB, que ganhou a Prefeitura do Recife após doze anos sob o controle do PT.
Por sinal, a disputa pela Prefeitura do Recife nas últimas eleições municipais é a maior responsável pela divisão que o partido passa atualmente em Pernambuco. Como o partido não conseguia chegar a um acordo sobre a sucessão municipal, onde o prefeito João da Costa pleiteava a reeleição e disputava as prévias partidárias com o então deputado federal Maurício Rands , a direção nacional acabou intervindo e impôs uma chapa encabeçada pelo senador Humberto Costa e tendo como vice João Paulo, na tentativa de por um fim a querela. A partir daí, Rands deixou o PT, João da Costa foi acusado de não se engajar na campanha como forma de retaliação por ter sido defenestrado de suas intenções e Humberto acabou derrotado pelo candidato do PSB, Geraldo Julio, que até então nunca havia participado de uma eleição.
A derrota humilhante levou a um racha sem precedentes na história do PT em Pernambuco e acabou por repercutir em nível nacional. A potencial candidatura de Campos à Presidência também elevaram o tom da briga entre as legendas e acirrou ainda mais os ânimos entre as várias facções do PT em Pernambuco. Como forma de resposta, o PT trouxe ao Recife o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, para uma série de eventos promovidos pelo Partido dos Trabalhadores e, também, para fortalecer a candidatura pela reeleição da presidente Dilma.
Na ocasião, Dirceu assegurou que o PT terá sim candidato próprio para disputar o comando do Executivo estadual. Em maio, o ex-presidente Lula também deverá vir a Pernambuco e a expectativa é de que ele também adote o mesmo posicionamento defendido por José Dirceu, além de conseguir reunificar o partido. Mas com tantas variáveis em jogo, o futuro do PT em Pernambuco permanece uma incógnita, pelo menos a curto prazo, o que aponta que a missão de Lula será ainda mais difícil do que possa parecer.
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