João irá ao encontro com o ministro da Saúde agendado por Rogério?
O deputado federal Rogério Carvalho (PT) informou, na manhã desta quinta-feira (8), no programa de George Magalhães, que conseguiu abrir espaço na agenda do ministro Alexandre Padilha para o prefeito João Alves Filho (DEM); em duas ocasiões, João acusou o deputado de dificultar o acesso da prefeitura da capital ao ministério da Saúde; agora, se topar ir para a reunião, agendada para o dia 20 de agosto, João reconhecerá o empenho de Rogério? Ou não irá à reunião, por picuinha política e prejudicará a saúde da capital, já tão debilitada?
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Valter Lima, do Sergipe 247 – O prefeito João Alves Filho (DEM) entrou numa encruzilhada política: depois de afirmar (e reiterar) que o deputado federal Rogério Carvalho (PT), ex-secretário de Saúde – tanto em Aracaju quanto no Estado –, estaria dificultando a liberação de recursos do Ministério da Saúde para a capital e de acesso dele ao ministro Alexandre Padilha, o parlamentar informou na manhã desta quinta-feira (8) que conseguiu agendar um encontro entre João e Padilha para o dia 20 de agosto.
O ato do petista, que é amigo do ministro da Saúde desde os tempos da faculdade, pode gerar uma série de benefícios para a capital. Se a conversa entre João e Padilha correr bem, com o prefeito apresentando pleitos que possam ser atendidos pelo ministro, quem ganha é o cidadão aracajuano que precisa recorrer aos postos e hospitais municipais, que hoje estão com problemas graves.
E tudo isto irá gerar uma questão para João Alves Filho: irá ele (em tudo dando certo) agradecer a ação de Rogério junto ao ministério da Saúde? Irá reconhecer que foi pela ação do petista que ele teve condições de se reunir com Alexandre Padilha e solicitar recursos para a saúde da capital? Se sim, seria, de certa forma, a negação da crítica anterior. Caso não cite Rogério, pode ser taxado de injusto.
Ou será que o prefeito não irá à audiência com Padilha, por ter sido agendada pelo deputado federal? Caso opte por este caminho, João perderá também a base do seu discurso, pois estará colocando as desavenças políticas na dianteira das demandas administrativas.
Mesmo tendo que, invariavelmente, reconhecer uma ação positiva de um histórico adversário, não seria de bom tom para o prefeito se recusar a participar da reunião com o ministro da Saúde, diante da urgência que o setor grita na capital. Seria irresponsabilidade!
Diante da atitude de Rogério Carvalho, sobre o qual a denúncia de que dificultaria o acesso da prefeitura ao ministério da Saúde não pode ser comprovada, o prefeito, na ânsia da crítica e da demarcação de posição contra um adversário, cometeu um equívoco, que o empurrou para a encruzilhada política, sobre a qual este texto fala em sua abertura.
E agora, João?
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