João "está mais próximo do pessoal de ACM Neto"
O presidente do PP na Bahia, deputado Mario Negromonte, admite que o prefeito João Henrique não deve demorar muito tempo no partido; considerado o 'camaleão' da política baiana, em oito anos de gestão João está no seu terceiro partido e deve migrar para o PTN, segundo o vereador Gelado Junior; apesar de ter suas contas rejeitadas pela Câmara, o prefeito garante que não está inelegível e que será candidato a governador em 2014
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Bahia 247
Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado federal e presidente do PP na Bahia, Mario Negromonte, disse que o prefeito João Henrique vive muito distante do partido.
"O próprio João Henrique se distanciou. Nós orientamos que se fizesse aliança nas eleições para prefeito em nível federal e estadual com o PT, e ele seguiu outra orientação. Ele hoje está mais vinculado ao pessoal de ACM Neto do que com o PP. Ele não tem vinculação com o partido", disse o ex-ministro das Cidades.
Negromonte lembrou ainda que a aproximação de João Henrique foi mais forte com o PP durante a gestão do deputado João Leão na Casa Civil da prefeitura. "Depois que saiu (Leão) esse relacionamento praticamente se findou".
E João deve mesmo ir para o PTN. Quem afirma é seu fiel escudeiro, o vice-líder do governo na Câmara, vereador Geraldo Junior. "Ao contrário do que os oposicionistas estão tentando fazer, João Henrique está cada dia mais forte e deverá ser o candidato do PTN em 2014".
O vereador aproveitou para partir em defesa do prefeito pelo episódio da rejeição de suas contas do exercício 2009 no parlamento municipal. "Na Câmara, o que está configurado é uma perseguição cruel, com o propósito de desestabilizar a candidatura de João para 2014. O TCM não apontou dolo ou má-fé. Portanto o prefeito não está inelegível".
E nessa mesma linha, João Henrique emitiu nota à imprensa nesta quinta-feira (13) para dizer que não está inelegível e reafirmar sua candidatura a governador da Bahia em 2014. João diz que esta é a vontade do povo.
"Depois de uma bem sucedida atuação parlamentar, me elegi prefeito e me reelegi. Na última campanha propagaram o meu apoio ao candidato que, no final da disputa, se sagrou vitorioso. Isso mostra a nossa identidade com o povo baiano, a aceitação do nosso trabalho e nos credencia a disputar o Governo em 2014 e nós seremos candidato. É a vontade do povo baiano".
O prefeito recebeu com "serenidade" a rejeição de suas contas e garantiu que não está inelegível, "já que o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios não aponta dolo, má fé ou improbidade" e atribuiu a decisão da Câmara à articulação de setores que temem enfrentá-lo nas urnas.
"A votação desta manhã foi o desfecho de uma articulação política, ocorrida diante dos olhos de toda a opinião pública, orquestrada por segmentos que temem enfrentar o atual prefeito de Salvador, nas eleições estaduais de 2014".
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