João da Costa: "Humberto quer romper com PSB"
Embora façam parte dos governos municipal e estadual, PT e PSB vivem às turras no Recife em função das eleições para a Prefeitura da capital pernambucana; Para prefeito João da Costa (PT), Humberto Costa deve promover o rompimento definitivo da aliança com o PSB logo após as eleições
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Leonardo Lucena_PE247 – Embora façam parte dos governos municipal e estadual, PT e PSB vivem às turras no Recife em função das eleições para a Prefeitura da capital pernambucana. Agora esta briga começa a ganhar novos contornos e as duas legendas podem vir a romper definitivamente uma aliança que já dura mais de uma década. De acordo com o prefeito da capital pernambucana, João da Costa (PT), a “guerra” travada entre petistas e socialistas, sobretudo pela postura agressiva do senador Humberto Costa, é um indicativo do aumento da probabilidade que isto ocorra logo após as eleições.
Alguns fatores podem ser elencados para corroborar a avaliação do prefeito. Primeiramente, o PT ainda não “engoliu” a indicação da candidatura do ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, por parte do governador de Pernambuco e presidente estadual do PSB, Eduardo Campos. Embora integrantes de ambos os partidos tentem apaziguar os ânimos fora do Recife, ainda não se tem indícios concretos de que a “amizade” entre petistas e socialistas será resgatada após as eleições.
O fato é que, a cada semana de campanha, o senador Humberto Costa continua a proferir duras críticas a Geraldo Júlio, mas, agora, os constantes ataques também recaem sobre Eduardo Campos. Isso porque o congressista tem dito que a Parceria Público Privada (PPP) do Saneamento aumentará as contas de água, além de afirmar que o Governo Estadual “privatizou” Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O que não tem rendido bons resultados a Costa nas pesquisas.
O segundo motivo seria as recentes derrotas do PT para o PSB no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). O órgão proibiu o Partido dos Trabalhadores de veicular mensagens em seu guia eleitoral dando a entender que haverá uma privatização da Compesa. Além disso, há dois meses, os petistas impetraram duas ações sem êxito no TRE, alegando que Geraldo Júlio estaria fazendo campanha no Parque da Jaqueira, Zona Norte do Recife, considerado área pública, valendo multa de R$ 10 mil, e no Instituto de Medicina Professor Fernando Figueira (Imip), sob penalização de R$ 2 mil.
Mas, para João da Costa, os ataques direcionados a Eduardo são o principal indicativo de que o senador, que, por sinal, é um dos nomes mais fortes dentro do PT, pode dar o troco a Eduardo Campos. “Eu acho que Humberto já esqueceu as eleições e está pensando depois das eleições. Eu acho que ele vai propor um rompimento do PT com o PSB, não tem como entender de outro jeito essa postura. Isso não tem nada a ver com eleição, é uma postura de quem quer demarcar território dentro e fora do PT. Ele está antecipando esse debate”, afirmou, em entrevista ao Jornal do Commercio.
A onze dias apenas da eleição, a ser realizada no dia sete de outubro, a campanha está em sua reta final e Humberto Costa corre o risco de ficar fora do segundo turno. De todo modo, o aumento das posturas agressivas entre PT e PSB oportunizam, mais do que nunca, questionamentos sobre o que será da relação de ambos os partidos na capital pernambucana e da Frente Popular depois do pleito e, também, se a aliança entre as legendas sofrerá alguma fratura em nível nacional após o pleito de outubro.
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