João da Costa defende Dilma e malha PMDB

Diante do desgaste na relação entre PT e PMDB em âmbito nacional, o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) afirmou que o seu partido precisa rever a aliança com os peemedebistas e que o PSB poderia substituir a legenda como principal sigla aliada do PT; sobre os rumores de que o ex-presidente Lula (PT) poderá se candidatar à Presidência da República se a popularidade da sua correligionária e presidenta Dilma Rousseff continuar em baixa, o ex-prefeito considerou que esta estratégia seria um equívoco; para ele, o PT . De acordo com o petista, o seu partido deve encontrar alternativas para fortalecer a imagem da chefe do Executivo federal perante a população e aos seus aliados no governo.

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PE247 – Diante do desgaste na relação entre PT e PMDB em âmbito nacional, o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) afirmou, nesta segunda-feira (22), que o seu partido precisar rever a aliança com os peemedebistas e que o PSB poderia substituir a legenda peemedebista como principal sigla aliada do PT. Além disso, em meio aos rumores de que o ex-presidente Lula (PT) poderá se candidatar à Presidência da República se a popularidade da sua correligionária e presidenta Dilma Rousseff continuar em baixa, o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) afirmou que esta estratégia seria um equívoco. De acordo com o petista, o seu partido deve encontrar alternativas para fortalecer a imagem da chefe do Executivo federal perante a população e aos seus aliados no governo.

“Se o PMDB cria dificuldades quando o governo está em uma fase delicada, é sinal de que esse tipo de aliança precisa ser revista”, disse em entrevista à Rádio Folha FM. A crítica vem na esteira do descontentamento gerado pela defesa do PMDB para que a presidente Dilma reduza o número de ministérios.

É bom lembrar que a insatisfação do PT com o PMDB vem de longa data. No semestre passado, a Secretaria de Relações Institucionais realizou uma pesquisa apontando que o PMDB foi o partido mais “infiel” da presidente Dilma na votação da MP dos Portos. Conforme o levantamento, a legenda peemedebista ocupou a 17ª colocação no ranking de 24 legendas que possuem representantes na Câmara Federal. Ainda segundo as estatísticas, nesta mesma votação, as votações em consonância com o Governo Federal somaram apenas 41,15%.

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O PMDB tem sido a principal legenda a defender a redução do número de ministérios do governo, um posicionamento alinhado com o PSDB do pré-candidato a presidente, senador Aécio Neves (MG). Porém, segundo João da Costa, a diminuição da quantidade de pastas terá êxito somente se houver uma reforma política para mudar o funcionamento do Congresso Nacional. “Não é algo simples. É preciso mudar o sistema político brasileiro. Se for perguntado se as pessoas estão satisfeitas com a Câmara do Recife, com a Assembleia Legislativa e o próprio Congresso Nacional, a resposta é não”, declarou.

Tendo em vista a sugestão de João da Costa, ao mencionar o PSB como um partido que poderia ser o principal aliado do PT no Governo Federal, é bom ressaltar que os petistas não veem com bons olhos uma aproximação com a legenda socialista. Nas últimas eleições, o PSB disputou contra o Partido dos Trabalhadores e venceu em cidades importantes, como Recife (PE), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Campinas (SP). Na capital pernambucana, por exemplo, a vitória do prefeito Geraldo Júlio (PSB), acabou com a hegemonia de 12 anos dos petistas no comando da Prefeitura do Recife.

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Em entrevista à Rádio Folha, o petista falou, também, sobre as especulações em torno da candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto em 2014 para não colocar em risco a reeleição da presidente Dilma. “O PT errará se tirar Dilma, como errou no Recife”, disse João da Costa, em entrevista à Rádio Folha, referindo-se ao fato de ter sido limado pela cúpula do partido em suas pretensões de concorrer à reeleição. O fato gerou uma crise interna sem precedentes que ainda hoje não foi resolvida e que culminou com o PT deixando a prefeitura da capital após 12 anos de controle.

Embora haja especulações sobre a volta de Lula, o próprio ex-presidente, bem como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rechaçam tal possibilidade. “O partido precisa fazer tudo para fortalecê-la (Dilma), para estar ao seu lado”, complementou.

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João da Costa disse, também, que o PT precisa se adequar à nova conjuntura sociopolítica pela qual atravessa o Brasil depois dos vários protestos pedindo mais eficiência na execução das políticas públicas. Para o petista, as especulações em torno da volta de Lula aumentam ainda mais a tensão no governo.

O ex-prefeito aproveitou para falar, ainda, sobre a reunião do Diretório Nacional do PT, que ocorreu no último sábado (20). Segundo ele, o partido demonstrou que está disposto a discutir e encontrar soluções para a atual conjuntura. A presidente Dilma não compareceu ao ato e foi criticada por membros do PT, sobretudo pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. Costa saiu em defesa da gestora ao dizer que as críticas partem de uma minoria da legenda que busca uma discussão mais tensa.

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