João cita problemas do Huse para justificar implantação de OSs
"As OSs funcionarão com muita eficiência. Terá representantes de vários setores para fiscalizar. Os vereadores poderão ir lá acompanhar, diferentemente do Huse, onde os deputados são barrados. Eu tentei entrar na época da campanha e fui barrado. Mudaram o nome do hospital. É até melhor do que, na situação que está, chamar de João Alves”, ironizou; prefeito também disse que modelo foi implantado pelo Governo da Bahia, administrado pelo PT: "OSs não são nem de esquerda, nem de direita. Quase todos os Estados utilizam”
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Valter Lima, do Sergipe 247 – O prefeito João Alves Filho (DEM) assegura que organizações sociais (OSs) da saúde não representam risco de privatização. “Não tem nada a ver. As OSs funcionam como gestão. Não haverá demissão de servidores públicos”, disse o prefeito, na tarde desta quarta-feira (22), durante solenidade na prefeitura de Aracaju. Para justificar a necessidade de implantar o novo modelo, João fez críticas ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Chegou inclusive a ironizar o fato do hospital não ser mais chamado de “João Alves Filho”, que é o nome original da unidade hospitalar.
“As OSs funcionarão com muita eficiência. Terá representantes de vários setores para fiscalizar. Os vereadores poderão ir lá acompanhar, diferentemente do Huse, onde os deputados são barrados. Eu tentei entrar na época da campanha e fui barrado. Mudaram o nome do hospital. É até melhor do que, na situação que está, chamar de João Alves”, ironizou o prefeito, durante nova coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (23). Segundo João, hospitais geridos por OSs são como hotéis. “É tudo limpo e perfeito”, disse.
O prefeito comparou as críticas da oposição a um crítico literário. “Criticam sem nem conhecer. A OS não vai trazer prejuízo algum”, disse. Ele também afirmou que o Governo da Bahia, administrado pelo petista Jaques Wagner, também adotou o modelo. “Lá na Bahia, o Governo do PT mais além e introduziu as parcerias público-privadas, que só contratam através de CLT e não como estatutário”, ressaltou.
Neste contexto, ele frisou que as organizações de saúde não são um modelo partidário. “Não são nem de esquerda, nem de direita. Quase todos os Estados utilizam”, justificou. O prefeito convidou vereadores da oposição e imprensa para viajar com ele e conhecer experiências bem-sucedidas de implantação das organizações sociais de saúde.
Em entrevistas de rádio ao longo da quarta-feira, outros representantes da prefeitura também saíram em defesa da organizações sociais. O vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) ressaltou que essa nova modalidade foi muito pensada e estudada. "Existem filas enormes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que duram de três a quatro horas e, na maioria das vezes, quando as pessoas são atendidas os atendentes dizem que lamentavelmente não dispõem mais de vagas, e respondem: 'voltem amanhã'. É por isso que precisamos mudar essa situação. Outro modelo que conhecemos é o do Estado, que estava sendo defendido aqui pelo diretor da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que é uma fundação pública da rede privada, mas que também não funciona", explicou.
O vice-prefeito destacou a agilidade e a presteza de serviços realizados em outras capitais brasileiras por OS em UPAs e hospitais, além disso, declarou que não vê defeito em copiar o que funciona de forma eficaz, pois são exemplos de hospitais que funcionam bem, com índice de aceitação acima de 85%. "Lá em Salvador a segunda maior maternidade do Nordeste, Professor José Maria de Magalhães Neto, quem administra é uma Organização Social (OS), administrada pela Santa Casa de Misericórdia" destacou.
Já a secretária da saúde, Goretti Reis, disse que a preocupação da atual gestão é melhor a qualidade do serviço. "Nós temos uma preocupação muito grande com a qualidade do serviço, com a resposta para a sociedade, quem busca o serviço quer ser bem acolhido, quer ter a demanda do momento atendida, e a gente espera que o serviço público seja eficiente", explica Goretti.
A secretária esclareceu que a parceria com outras instituições não é nenhuma novidade no Município - ela acontece também quando se contrata um serviço do Hospital São José, Hospital Cirurgia ou Hospital Santa Isabel, por exemplo. "A Prefeitura em nenhum momento vai deixar de ser a gestora, vai continuar fazendo a gestão, controle e acompanhamento do serviço", garante. Para isso, haverá um processo licitatório, além de conversas com os servidores e conselheiros da Saúde.
Com informações da Prefeitura de Aracaju
Foto: Pedro Leite/PMA
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