João: Atitude da VCA foi "irresponsável"

O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), afirmou que as empresas VCA e São Cristóvão, do Grupo Bonfim, não funcionarão mais no Sistema de Transporte Coletivo da capital; os funcionários das duas empresas estão em greve e reivindicam direitos trabalhistas, além de protestarem contra o atraso no pagamento salarial; apesar do impasse, o democrata afirma que o governo de Aracaju se dedicará de "corpo e alma" para não prejudicar a população

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Sergipe 247 – O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), afirmou que as empresas VCA e São Cristóvão, do Grupo Bonfim, não funcionarão mais no Sistema de Transporte Coletivo da capital sergipana. Os funcionários das duas empresas estão de braços cruzados e reivindicam direitos trabalhistas, além de protestarem contra o atraso no pagamento salarial. Em consequência da greve, 156 veículos deixaram de circular em 24 linhas no município. De acordo o gestor, a conduta das empresas é "uma atitude de agressão ao povo aracajuano".

Alves informou que ainda está decidindo o melhor caminho para resolver o impasse e que o governo de Aracaju se dedicará de "corpo e alma" para não prejudicar a população. "Não é que ela está fora. Ela praticamente cometeu um haraquiri, suicidou-se, pelo procedimento equivocado que seus chefes seguiram. Praticamente, a VCA se inviabilizou, e isso não era do nosso interesse. No entanto, ela realmente gerou uma crise por suas falhas, e quando a crise gera repercussão para quem a motivou, (o problema) era de se esperar. Esse problema que a VCA gerou atinge a 600 mil sergipanos (de Aracaju), além dos 250 mil de Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. É uma coisa absolutamente irresponsável e impensável", disparou, em entrevista à Rádio Liberdade.

Mesmo após as especulações de que a prefeitura teria convidado a empresa Vitória Transportes, ligada à deputada estadual Susana Azevedo (PSC), para assumir a frota de veículos na Capital em caráter emergencial, o prefeito não deu garantias sobre qual empresa será concessionária no sistema de transporte coletivo de Aracaju. "De ontem pra cá, surgiu uma luz no fundo do túnel, mas eu ainda não tenho certeza se ela é um farol forte ou um vagalume. Então, eu prefiro esperar o aprofundamento desta nova negociação que abriu para que eu possa dar um quadro real dos caminhos que vamos tomar. Vamos ver se ela realmente se confirma", disse.

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Ainda na entrevista, Alves disse que não intervirá na VCA, atendendo, assim, ao pedido dos funcionários da empresa e do Movimento Não Pago. "Se dependesse de uma intervenção pura e simples, seria fácil. Tem outras consequências que não podemos assumir. O pessoal está querendo que eu faca intervenção, pra eles é bom. Mas pra fazer isso, no contexto atual, nós teríamos que assumir um passivo gigantesco. O povo aracajuano não tem como pagar esse passivo", afirmou.

 

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