Jackson: "Grupo de Amorim tira a paz do Estado"
Para governador em exercício, ao focar apenas nas eleições de 2014, o agrupamento liderado por Edivan e Eduardo Amorim prejudica o andamento de ações importantes no Estado; o Proinveste seria o maior exemplo disso; "você tem que ter seus objetivos políticos, seus sonhos, seus desejos, tudo isso é natural. O que não pode é prejudicar os interesses do Estado e do povo. A eleição, na hora certa, cada um vai ter o direito de democraticamente se definir, mas não é justo que um projeto seja enviado à Assembleia, com obras e investimentos para o Estado e esse projeto passe oito meses para ser aprovado”, disse; ele negou qualquer conversa de caráter político com o prefeito João Alves Filho (DEM)
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Valter Lima, do Sergipe 247 – O governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) afirmou nesta terça-feira (28), durante conversa com a imprensa, que o agrupamento liderado pelos irmãos Edivan (PTB) e Eduardo Amorim (PSC) “tiram a paz do Estado porque ficam só focados nas eleições de 2014” e prejudicam o planejamento das ações da administração estadual.
“O Proinveste é o resultado da irresponsabilidade deles com os interesses do Estado. Você tem que ter seus objetivos políticos, seus sonhos, seus desejos, tudo isso é natural. O que não pode é prejudicar os interesses do Estado e do povo. A eleição, na hora certa, cada um vai ter o direito de democraticamente se definir, foi por isso que nós lutamos e fomos para rua, para lutar pela democracia, foi por isso que fui preso três vezes no regime militar, mas não é justo que um projeto seja enviado à Assembleia, com obras e investimentos para o Estado e esse projeto passe oito meses para ser aprovado”, afirmou.
Para Jackson, a oposição deveria agir de forma republicana, especialmente, no debate sobre o Proinveste, que foi um programa criado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para beneficiar diversos Estados brasileiros, independentemente das questões partidárias. “A própria presidente deu uma lição de formação republicana, pois os mesmos recursos que mandou para Sergipe, que é um Estado administrado pelo PT, que mandou para Pernambuco, que é do PSB, um partido aliado, ela também mandou para Estados administrados pela oposição, como Alagoas e São Paulo”, ressaltou.
Foi neste mesmo contexto que o governador em exercício disse que não está conversando politicamente com o prefeito João Alves Filho (DEM) e que a aproximação entre eles se dá muito mais por questões administrativas. “O Governo está muito voltado para a administração neste momento, por isso, tudo que pode ser feito pelo entendimento nos mais diversos e heterogêneos grupos políticos será feito, para que o Estado possa ter paz para trabalhar”, disse.
Sobre a reforma administrativa na estrutura estadual, Jackson disse que conversou há cerca de um mês com o governador Marcelo Déda (PT) sobre o assunto. “Como é um papel que cabe ao governador, estamos aqui para aguardar a sua orientação. Esperamos que após este tempo que ele está em São Paulo fazendo o tratamento para recuperar a saúde, ele possa retomar esse processo da reforma que tem sido solicitada por todos os companheiros que integram a base aliada”, afirmou.
Foto: Marcos Rodrigues/ASN
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