Jackson: "Eduardo é marionete"; Edivan: "Jackson é leviano"
Em entrevista ao Cinform, o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) e o presidente estadual do PTB, Edivan Amorim, trocam novas acusações; "Edivan está louco para colocar as mãos no tesouro público, mas hoje em qualquer lugar que formos, em qualquer lugar da sociedade, há um consciente coletivo, um medo e um pavor desta possibilidade acontecer. Amorim é o passado. O ontem. E nós trabalhamos para o amanhã”, afirma vice; “quando estávamos aliados a Déda, que elegeu Jackson vice-governador, eu não tinha nenhum defeito. Bastou ser oposição e virei um homem cheio de defeitos, inclusive evocação a processos que registram a sua origem há 14 anos que, no entanto, agora, num passe de mágica, aparecem”, afirma Amorim
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Sergipe 247 – A troca de acusações entre o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) e o presidente estadual do PTB, Edivan Amorim, não para. Depois de algumas entrevistas no rádio, o embate ganhou as páginas do jornal Cinform desta semana. Lá, eles foram submetidos aos mesmos questionamentos, feitos pelo jornalista Jozailto Lima.
Pelo tom das perguntas, Jackson pôde reforçar sua posição de ataque, enquanto Edivan rebateu críticas. Das sete perguntas, quatro referiam-se a processos judiciais contrários a Amorim, relacionados ao escândalo Banestado e à condenação ambiental em Alagoas. Enquanto Edivan se disse absolvido dos dois casos, Jackson atrelou as questões processuais do presidente do PTB ao seu irmão, o senador Eduardo Amorim (PSC).
Para o vice-governador, “o senador é vazio de forma e conteúdo”. “Eduardo não tem projeto, não há realizações, não há história. Ele é um projeto de Edivan Amorim, para uso exclusivo dos seus interesses, seus negócios e ambições pessoais. Quanto ao processo eleitoral, vou debater com o candidato que considero um fantoche na mão do irmão. Seria uma espécie de marionete nas mãos do sabido”, acusa.
Sobre Edivan, Jackson disse que “graças a Deus, ele não tem perspectivas eleitorais”. “Este risco não correremos. Edivan está louco para colocar as mãos no tesouro público, mas hoje em qualquer lugar que formos, em qualquer lugar da sociedade, há um consciente coletivo, um medo e um pavor desta possibilidade acontecer. Amorim é o passado. O ontem. E nós trabalhamos para o amanhã”, afirma.
Para Edivan, Jackson é um “político ultrapassado”. “Qual a moral que Jackson tem para falar de processo de quem quer que seja? Ele foi campeão de processos no Brasil, isso dito pelo CQC. O meu nome não é e nem será entrave para ninguém. Aqui em nosso Estado tem político com mandato que somente faz nos criticar e nada fez pelo povo. Tem muitas características do personagem da novela das oito que se chama Félix: basta assistir alguns capítulos e logo o povo identificará de quem estou falando”, rebateu.
Jackson volta a bater em Eduardo Amorim: “É correto trazer as condenações de Edivan, que é fiador e financiador político de Eduardo, sem esquecer que o candidato Eduardo Amorim responde processo de improbidade administrativa junto ao Supremo, com 18 volumes, cujo relator é o ministro Joaquim Barbosa. Eduardo é acusado de desvio de recursos na Secretaria de Saúde do Estado, quando foi secretário. São mais de R$ 10 milhões e daí começou a crise na Saúde. Quem armava tudo? O seu chefe, Edivan”, disse.
O presidente do PTB rebate e posa de vítima: “na campanha de 2014, serão criados factóides e armações várias tentando induzir o eleitor a não optar por um candidato do nosso grupo, seja ele quem for. Jackson é leviano, tenta enganar a sociedade”. E faz mais críticas: “Quando estávamos aliados a Déda, que elegeu Jackson vice-governador, eu não tinha nenhum defeito. Bastou ser oposição e virei um homem cheio de defeitos, inclusive evocação a processos que registram a sua origem há 14 anos que, no entanto, agora, num passe de mágica, aparecem”.
Diante disso, Edivan questiona a estratégia de Jackson e dá sinais das bandeiras que seu grupo defenderá em 2014: “isso é fazer política? Isso é projeto de Governo? É preciso apresentar um novo modelo para a política do Estado, com palavra, com trabalho e muita justiça social para aqueles menos favorecidos”.
Na última pergunta da entrevista, ambos são questionados sobre que tipo de governador seriam Jackson (no questionamento a Edivan) e Eduardo Amorim (na indagação a Jackson). A resposta de Edivan: “Jackson seria o governador da mentira, do poder pelo poder. Aliás, já vimos estes filmes, quase todos parecidos: prometem e nada mudam. Mas estaremos prontos para esta luta. A boa luta. A luta do bem contra o mal. Nenhum agrupamento em Sergipe foi e está sendo perseguido quanto o nosso depois que passamos a fazer oposição ao Governo estadual. Diariamente somos atacados em nossa honra, mas, como já disse, nada ficará sem resposta e não iremos baixar o nível da campanha. Mas, quando for preciso, haverá respostas duras e verdadeiras, para que o povo saiba quem representa o projeto do bem e do mal”.
A resposta de Jackson: “Primeiro, Eduardo não seria governador. Seu irmão Edivan poderia até deixá-lo sentar na cadeira apenas para assinar documentos e atender as ordens de um irmão condenado reincidente pela Justiça em diversas ações no país. Os atos administrativos não seriam tratados na sede do Governo, mas sim na casa de Edivan, nos jantares intermináveis, nas suas fazendas em Minas Gerais e, aí, coitadinho do povo sergipano”.
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