Ivan Valente: “Não podíamos agora não sermos solidários a Lula”
Em entrevista ao apresentador Ferréz, na TV 247, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que esteve com Lula em São Bernardo antes da prisão, demonstra sua solidariedade ao ex-presidente; ele pontua que o PT "cometeu muitos erros"; "Mas nós não podemos agora nesse momento, em que há um avanço da direita à mentira, a uma manipulação da população, não ser solidário. Nossa mensagem hoje é de solidariedade", ressaltou; Valente criticou a série de José Padilha sobre a Lava Jato; “Deveria, na verdade, se chamar operação lavagem cerebral”; assista à íntegra
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TV 247 - O programa “Ferréz em Construção” recebeu na última quinta-feira (12) o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). Em entrevista ao escritor e compositor Ferréz, na TV 247, o parlamentar avalia os últimos acontecimentos políticos do país e critica duramente o papel de manipulação da grande mídia. O deputado esteve com o ex-presidente Lula nos últimos momentos antes da prisão, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
Um dos fundadores do PT e posteriormente responsável também pela fundação do PSOL, o deputado avalia que "o PT cumpriu um papel histórico", o que "é muito importante", mas vê hoje um "desgaste", em decorrência da "chegada ao poder a todo custo". Ele lembrou também da dificuldade que foi deixar o partido em 2005.
Para o parlamentar, "Lula é uma figura que vai ficar para sempre na história, como Getúlio ou como Perón, na Argentina". "Agora, certamente houve muitos erros, quando houve um rebaixamento programático", pontuou.
"Mas nós não podemos agora nesse momento, em que há um avanço da direita à mentira, a uma manipulação da população, uma politização do Judiciário, de intervenção militar, você não vai ser solidário. Estivemos lá em São Bernardo os três dias. Os primeiros militantes a chegarem lá foram os do MTST, liderados pelo Guilherme Boulos. Nossa mensagem hoje é de solidariedade", ressaltou.
"A prisão do Lula é história. Eu espero que a gente consiga reconstruir um projeto de esquerda que tenha a mesma força, a mesma esperança, o mesmo despertar que nós criamos lá na década de 80", prosseguiu Ivan Valente.
Valente relata que a formação política do povo brasileiro baseou-se através do clientelismo. “A população muitas vezes troca seu voto por um saco de cimento, uma promessa de emprego, dentadura... e o fisiologismo político perpetua-se dessa forma”, afirma.
O parlamentar destaca também o papel devastador da mídia hegemônica. “Os grandes meios de comunicação são seletivos em tudo, nas imagens e ideias que eles querem passar. Veja o exemplo da GloboNews, que coloca sete comentaristas políticos para falarem o que a emissora pautar”, avalia.
E destaca a importância da democratização dos meios de comunicação. "Sem quebrar o monopólio dos grandes grupos de comunicação, não haverá democracia no Brasil", afirma.
O deputado condena os filmes e seriados que 'santificam' a Operação Lava Jato, como a série dirigida por José Padilha. “Deveria, na verdade, chamar 'operação lavagem de cérebro'. É lógico que existe uma manipulação política nas investigações. No caso da série 'O Mecanismo', da Netflix, a Rede Globo está por trás disso, todas essas estratégias formam a opinião pública”, condena.
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