Itaú deve perder R$ 18 bilhões com calotes
Presidente da instituição, Roberto Setubal, disse, no entanto, que a inadimplência de curto prazo começa a mostrar sinais de redução
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247 – O Itaú tem expectativa de uma perda líquida com operações de crédito de R$ 18 bilhões em 2012. O presidente da instituição, Roberto Setubal, disse, no entanto, que a inadimplência de curto prazo começa a mostrar sinais de redução. Leia na matéria do Globo:
SÃO PAULO — O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, anunciou ontem, após um seminário que reuniu empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o banco tem expectativa de uma perda líquida com operações de crédito de R$ 18 bilhões em 2012. Segundo o executivo, o valor elevado faz parte da dinâmica do setor bancário, que lida rotineiramente com altas cifras.
— Quando falamos de bancos, os números são muito grandes. O lucro é grande, mas a inadimplência é muito grande. O Itaú, por exemplo, este ano, tem uma expectativa de perdas líquidas de recuperações de crédito da ordem de R$ 18 bilhões — afirmou.
A instituição bancária não enfrenta sozinha o cenário desfavorável. Também Banco do Brasil (BB) e Bradesco já haviam apresentado perdas por esse motivo no primeiro trimestre.
Segmento de automóveis é dos mais afetados
Segundo o executivo, o número elevado, sem dúvida, traz preocupações:
— É um número muito grande, e quando isso começa a subir ficamos preocupados, se vai para R$ 20 (bilhões), R$ 25 (bilhões) assusta. Então, se a inadimplência começa a cair, ficamos animados, poderemos retomar a expansão do crédito — acrescentou.
Setubal afirmou ainda que a inadimplência de curto prazo começa a mostrar sinais de redução:
— A inadimplência cresceu bastante em alguns segmentos do mercado, como no de automóveis, mas começa a dar sinais de redução. A de 90 dias demora muito mais para cair, vai acumulando, e a de curto prazo é importante, porque vamos vendo em qual direção ela vai — disse.
O reforço em provisões para cobrir o avanço da inadimplência e também contra possíveis perdas geradas por planos econômicos causam forte impacto no resultado dos bancos. O lucro do BB, no primeiro trimestre, segundo a instituição, contraiu-se 14,7% frente ao mesmo período de 2011 (ficou em R$ 2,5 bilhões), com R$ 600 milhões perdidos com calotes na carteira de veículos do banco Votorantim, do qual o BB tem 50% do capital. No fim de março, a taxa média de inadimplência com atrasos de mais de 90 dias foi de 2,2%, contra 5,1% do Itaú Unibanco e 4,1% do Bradesco.
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