Isaltino, um bombeiro para apagar o incêndio no PT

Ex-líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e tendo se empenhado para eleger o senador Humberto Costa (PT) - que acabou derrotado - no pleito deste ano, o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento (PT), foi escalado pelo governador Eduardo Campos para acalmar os ânimos e negociar a permanência ou não dos petistas no Governo do Estado; O deputado federal João Paulo (PT), candidato derrotado a vice na chapa petista, avalia que este assunto só deve ser discutido em 2103

Isaltino, um bombeiro para apagar o incêndio no PT
Isaltino, um bombeiro para apagar o incêndio no PT (Foto: RINALDO MARQUES/Alepe)


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Leonardo Lucena e Paulo Emílio_PE247 – “A maioria esmagadora das correntes do PT não quer ser oposição ao PSB”. A declaração é do secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento. Ex-líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e tendo se empenhado para eleger o senador Humberto Costa (PT) no pleito deste ano, ele tem, agora, o desafio de acalmar os ânimos dentro da sua legenda e negociar a permanência ou não dos petistas no Governo do Estado, no qual três pastas são ocupadas pelo Partido dos Trabalhadores. O deputado federal João Paulo (PT), candidato derrotado a vice na chapa petista, avalia que este assunto só deve entrar na pauta da legenda a partir do ano que vem.

Após conversa com o governador Eduardo Campos (PSB), ficou decidido que o secretário terá a difícil tarefa de articular as negociações entre a legenda e o governo, até porque o PSB também integra a gestão petista no Recife, tendo Milton Coelho como vice do atual prefeito João Costa.

Além disso, após o Chefe do Executivo Estadual ter lançado candidato próprio (o correligionário eleito, Geraldo Júlio) os rachas com o PT aumentaram a ponto do PSB ter sido chamado de “traidor” por romper com uma aliança de décadas e colocar um fim aos planos de poder do Partido dos Trabalhadores na capital pernambucana, após 12 anos à frente do executivo. Como Nascimento transita bem entre as duas legendas, acabou sendo escalado pelo governador para assumir esta missão.

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De acordo com o secretário, todos os cinco deputados estaduais petistas pretendem continuar fazendo parte do governo. Mas na Câmara Municipal, segundo ele, os vereadores querem a “independência” do partido, muito embora afirmem não querer fazer uma oposição radical a gestão socialista.

“Na Assembleia (Alepe) é unanimidade entre os cinco parlamentares manter a relação com o PSB”, afirmou. “Na Câmara, a posição é de não trabalhar contra Geraldo Júlio, mas manter a ‘independência’”, acrescentou. Dessa forma, o dirigente descarta a possibilidade do PT se juntar aos oposicionistas – PSDB, PPS e DEM - que contam, ainda, com o apoio de Edilson Silva (PSOL), que apesar de ter obtido a terceira votação mais expressiva não foi eleito em função do coeficiente e tenta articular uma espécie de gabinete paralelo.

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As informações dão conta de que se o secretário não conseguir seu objetivo, os cargos que o PT ocupa no governo serão entregues. Além da secretaria de Transportes, os petistas ocupam na esfera estadual a pasta de Cultura, sob o comando de Fernando Duarte, e a Empresa Pernambucana de Transportes Intermunicipal (EPTI), com Dilson Peixoto, ex-coordenador financeiro da campanha de Humberto Costa.

Segundo Nascimento, o contexto nacional é um fator de “peso” para que o Partido dos Trabalhadores não rompa com o PSB no Estado. “Temos uma aliança nacional muito forte, com apoio da presidente Dilma e vamos trabalhar para buscar o melhor caminho para o PT”, complementou.

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Caso não haja um consenso entre PT e PSB no Estado deverá haver uma reformulação nos quadros do Governo do Estado. Caso isto ocorra, O presidente estadual do PSD, André de Paula, deverá ocupar algum cargo, até porque o dirigente tem alta afinidade com Eduardo, pois o gestor foi um dos principais nomes que deram apoio à criação do partido no ano passado.

No caso do PMDB, como o partido aderiu à Frente Popular, palanque de Geraldo Júlio, o deputado federal peemedebista Raul Henry pode vir a comandar algum órgão ou secretaria do governo. Dessa forma, a vaga do congressista deverá ser preenchida pelo suplente, o ex-parlamentar da Câmara Federal, Edgar Moury Fernandes, também do PMDB.

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O deputado federal João Paulo, por sua vez, avalia que a permanência ou não do PT nos quadros do Governo do Estado somente deve ser discutida a partir do próximo ano. “A eleição ainda nem acabou por completo. O segundo turno está para acontecer. Acredito que até o ano que vem, quando a transição estiver concluída e o novo prefeito já estiver à frente da Prefeitura, nada deve ser alterado. Não é o momento para isto”, observou.

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